A Comissão Técnica para o Diálogo Nacional Inclusivo (COTE) reuniu-se esta semana, em Maputo, com representantes de vários partidos extraparlamentares, dando continuidade ao ciclo de auscultações que visa garantir a participação ampla e equilibrada de todas as forças políticas no processo de diálogo nacional.
O encontro integra a estratégia da Comissão para recolher contributos de diferentes actores sociais e políticos, assegurando que o processo reflita, de forma credível, as expectativas dos cidadãos e os desafios estruturais do país.
“Os partidos são actores fundamentais da vida democrática”, diz Edson Macuácua
O Presidente da COTE, Edson Macuácua, sublinhou a importância da participação dos partidos extraparlamentares, destacando o seu papel na consolidação da democracia.
“Os partidos são actores fundamentais da vida democrática, pois constituem instrumentos essenciais de participação dos cidadãos no exercício da soberania”, afirmou Macuácua.
O dirigente apelou à participação activa de todas as forças políticas, reforçando que a legitimidade do Diálogo Nacional Inclusivo depende da integração de todas as vozes.
Macuácua enfatizou que o processo “só ganha legitimidade quando integra todas as vozes da sociedade”.
Partidos reiteram compromisso com a paz e a coesão
Falando em representação das formações extraparlamentares, João Massango manifestou a abertura e o compromisso das mesmas para contribuir com propostas concretas destinadas a fortalecer a paz, promover a coesão nacional e melhorar o bem-estar dos moçambicanos.
“Estamos totalmente disponíveis para contribuir com propostas que fortaleçam a paz, promovam a coesão nacional e melhorem o bem-estar dos moçambicanos”, declarou Massango.
O representante destacou que o sucesso do Diálogo Nacional Inclusivo depende do compromisso conjunto e da capacidade de construção de consensos sustentáveis.
Processo segue com outras auscultações a nível nacional
A reunião com partidos extraparlamentares faz parte de um conjunto mais amplo de consultas que a COTE tem vindo a realizar com:
- organizações da sociedade civil,
- entidades religiosas,
- juventude,
- associações comunitárias,
- academia e outros sectores relevantes.
O objectivo é garantir que o processo de Diálogo Nacional Inclusivo seja participativo, representativo e orientado para soluções que respondam às necessidades reais dos moçambicanos.





