O Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, conferiu posse ao novo Conselheiro do Presidente para os Assuntos Diplomáticos, Carlos Manuel Carlos Rodrigues da Costa, e ao Curador do Museu da Presidência da República, Jerónimo Jeremias Nhamunze, numa cerimónia realizada em Maputo.
Durante o acto, o Chefe do Estado sublinhou que as duas funções assumem particular importância num contexto internacional marcado por mudanças geopolíticas e desafios globais que exigem maior capacidade estratégica dos Estados.
Na ocasião, Daniel Chapo destacou que a diplomacia desempenha um papel central na afirmação de Moçambique no cenário internacional e na defesa dos interesses nacionais.
Segundo o Presidente da República, o Conselheiro Diplomático terá a responsabilidade de apoiar o Chefe do Estado na definição e condução da política externa, fornecendo análises estratégicas sobre a evolução do sistema internacional e os seus impactos no país.
“A política externa deve ser cuidadosamente pensada, estrategicamente orientada e permanentemente alinhada com as prioridades nacionais de desenvolvimento, segurança e bem-estar do povo moçambicano”, afirmou Daniel Chapo.
O Chefe do Estado acrescentou que a diplomacia moçambicana deve continuar orientada para a defesa da soberania nacional, o reforço da integração regional e a promoção da cooperação multilateral.
Diplomacia económica como prioridade
Daniel Chapo destacou igualmente a importância da diplomacia económica como instrumento para fortalecer a independência económica do país e ampliar as oportunidades de desenvolvimento.
Segundo o Presidente, Moçambique deve afirmar-se no plano internacional não apenas como receptor de apoio, mas como parceiro credível e mutuamente vantajoso, integrado nas cadeias regionais e globais de valor.
“A independência económica não se proclama apenas com palavras; constrói-se com estratégia, inteligência negocial, diversificação de parcerias e valorização dos nossos recursos”, afirmou.
Preservação da memória institucional
Durante a cerimónia, o Presidente da República destacou também o papel do Museu da Presidência da República na preservação da memória institucional e na valorização da história do Estado moçambicano.
Daniel Chapo sublinhou que o museu deve afirmar-se como um espaço de educação cívica, conhecimento histórico e reforço da identidade nacional.
“O museu não é apenas um espaço de exposição. É um lugar de memória, de educação cívica e de afirmação da identidade nacional”, afirmou.
Ao dirigir-se aos empossados, o Chefe do Estado apelou ao espírito de serviço público, ética, discrição e dedicação no desempenho das novas funções.
Daniel Chapo afirmou que o acto simboliza duas dimensões fundamentais da construção do Estado: a projecção estratégica de Moçambique no mundo e a preservação da memória institucional que sustenta a identidade nacional.





