O Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, orientou esta quinta‑feira a montagem de uma Sala de Operações de Emergência na Presidência da República, com o objectivo de assegurar o acompanhamento permanente da situação de calamidade que o país enfrenta, em resultado das chuvas intensas, cheias e inundações que afectam as regiões Sul e Centro.
A decisão surge dias depois da declaração da Situação de Emergência pelo Conselho de Ministros e visa reforçar a coordenação interinstitucional, a monitorização contínua da evolução da situação no terreno e a garantia de uma resposta célere, eficaz e integrada às necessidades das populações afectadas.
Coordenação directa a partir da Presidência
A Sala de Operações de Emergência terá como missão primordial centralizar a articulação entre os diferentes sectores do Governo, assegurando a recolha e análise de informação actualizada sobre a situação nas zonas afectadas, bem como a tomada oportuna de decisões estratégicas para a resposta humanitária.
Segundo a Presidência da República, a estrutura permitirá um acompanhamento permanente dos impactos das cheias e inundações, reforçando a capacidade de intervenção do Estado em contextos de emergência e protegendo vidas humanas.
No âmbito do acompanhamento da situação, foi identificada uma subida preocupante dos preços dos produtos de primeira necessidadena província de Gaza, com maior incidência nas cidades de Xai‑Xai e Chibuto, sobretudo nas zonas altas onde se encontram populações deslocadas e em áreas que acolheram pessoas reassentadas devido às cheias.
Face a este cenário, o Chefe do Estado orientou para que a Sala de Operações estabeleça um diálogo directo com outros pelouros governamentais, com vista à definição de mecanismos que permitam aos fornecedores e distribuidores de bens essenciais: como arroz, feijão, farinha, óleo alimentar e outros produtos da cesta básica, aumentar a oferta nesses mercados locais.
Reforço da oferta para estabilizar preços
De acordo com as orientações presidenciais, o reforço da oferta é considerado a via mais eficaz para garantir a estabilização dos preços e assegurar o acesso da população aos bens essenciais, num período em que milhares de famílias enfrentam constrangimentos severos devido às inundações.
O Governo identificou que operadores económicos dispõem de produtos armazenados na região Centro do país, com sistemas logísticos activos em várias províncias, o que permitirá uma resposta rápida ao défice de abastecimento em Gaza.
Assim, foi recomendada a mobilização das reservas existentes em Manica, Sofala e Tete, províncias geograficamente mais próximas, para garantir o abastecimento regular da província de Gaza, com especial atenção para as cidades de Xai‑Xai, Chibuto e Chókwè.
Uso da via marítima para transporte de alimentos
Ainda no quadro das medidas orientadas pelo Presidente Daniel Chapo, foi apresentada a proposta de utilização da via marítima para o transporte de produtos alimentares do Porto de Maputo para a província de Gaza, aproveitando a infra‑estrutura recentemente montada no contexto da exploração de areias pesadas naquela região.
A solução logística permitirá que os alimentos sejam transportados por via marítima até ao Porto de Chongoene, de onde serão posteriormente encaminhados para o armazém regional que está a ser montado naquele ponto estratégico.
Segundo as autoridades, esta medida permitirá garantir maior fluidez no abastecimento, reduzir custos logísticos e contribuir para a estabilidade dos preços dos bens de primeira necessidade nos mercados locais.
A criação da Sala de Operações de Emergência na Presidência da República visa, igualmente, reforçar a capacidade de resposta humanitária do Estado, equilibrando e complementando o fornecimento de alimentos provenientes da zona Centro do país às populações afectadas pelas cheias nas regiões Sul.
Com esta iniciativa, o Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, assume uma liderança directa na gestão da emergência, reforçando a articulação entre os sectores do Governo e garantindo uma assistência alimentar mais eficaz às famílias atingidas pelas inundações e cheias que continuam a afectar vastas regiões do país.





