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Daniel Chapo exige maior controlo e transparência na gestão dos recursos públicos

Chapo coloca independência económica no centro do seu mandato

Por Redacção Checka Moz.

O Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, defendeu o reforço do controlo, da transparência e da responsabilização na gestão dos recursos públicos, sublinhando que cada metical arrecadado pelo Estado deve ser aplicado com rigor e em benefício directo dos cidadãos.

A posição foi manifestada durante a abertura do primeiro seminário sobre fiscalização dos recursos do Estado para gestores públicos, realizado na cidade de Maputo, sob o lema “O controlo externo exercido pelo Tribunal Administrativo na promoção da boa governação e da gestão dos recursos públicos”.

Na sua intervenção, o Chefe do Estado afirmou que o Governo tem como prioridade estratégica a consolidação da disciplina financeira na administração pública.

Segundo Daniel Chapo, a boa governação depende de uma gestão responsável das finanças públicas e de mecanismos eficazes de fiscalização.

“Cada metical arrecadado deve ser aplicado com rigor e cada despesa deve ser justificável perante o cidadão”, afirmou.

O Presidente defendeu que a gestão eficiente dos recursos públicos é essencial para garantir mais investimentos em sectores sociais, como saúde, educação, abastecimento de água, energia e infra-estruturas.

Tribunal Administrativo reforça fiscalização do erário público

Durante o seminário, Daniel Chapo destacou o papel do Tribunal Administrativo no controlo externo da legalidade das despesas públicas e na fiscalização da gestão financeira do Estado.

De acordo com o Presidente, esta instituição desempenha uma função determinante na promoção da transparência e na prevenção de irregularidades na administração pública.

“O controlo externo constitui um dos pilares fundamentais da transparência, da legalidade, da integridade e da responsabilidade que se exige na administração pública”, sublinhou.

O governante acrescentou que a fiscalização contribui para reforçar a confiança dos cidadãos nas instituições públicas e para assegurar que os programas governamentais produzam resultados concretos para a população.

O Chefe do Estado foi categórico ao afirmar que a violação das regras de gestão financeira deve ser sancionada, alertando que situações de desvio de fundos ou má gestão devem ser encaminhadas à justiça.

Daniel Chapo destacou ainda que a responsabilização administrativa, disciplinar, civil e criminal é fundamental para preservar a autoridade do Estado e garantir a integridade na gestão do erário público.

“Onde houver infracção financeira, deve haver consequência”, enfatizou.

Reformas para fortalecer controlo e transparência

No âmbito das reformas institucionais, o Presidente anunciou medidas destinadas a reforçar os mecanismos de controlo interno do Estado, entre as quais a criação da Inspecção-Geral do Estado e de uma Central de Aquisições do Estado.

Segundo explicou, estas estruturas visam melhorar a coordenação institucional, aumentar a transparência nos processos de aquisição pública e prevenir irregularidades na gestão dos recursos do Estado.

Daniel Chapo reiterou que promover a boa governação é uma responsabilidade colectiva e que a gestão eficiente dos recursos públicos constitui um dever moral e constitucional de todos os gestores públicos.

“Promover a boa governação é uma responsabilidade colectiva. A gestão eficiente e eficaz dos recursos públicos é um dever moral e constitucional de todos nós”, concluiu.

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