O Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, deslocou‑se esta sexta‑feira à província de Inhambane para avaliar os estragos provocados pelo ciclone Gezani, que afectou cerca de nove mil pessoas, correspondentes a pelo menos duas mil famílias.
Durante a reunião do Centro Nacional Operativo de Emergência (CENOE), o Chefe de Estado expressou solidariedade às comunidades atingidas e destacou que o cumprimento das mensagens de alerta pelas populações foi determinante para reduzir perdas humanas.
“Sem essa postura, os danos humanos seriam maiores do que os que tivemos”, afirmou, lembrando que, apesar dos esforços, o ciclone provocou quatro óbitos.
Impacto nas infra-estruturas
O Presidente visitou escolas e infra‑estruturas sociais afectadas, como a Escola Primária Josina Machel e a Escola Secundária de Conguiana, onde as coberturas foram destruídas mas as estruturas principais resistiram, evidenciando avanços na construção resiliente.
“Temos que repor urgentemente os tetos das salas de aula, porque dia 27 de Fevereiro abre o ano lectivo e as crianças vão precisar dessas salas”, sublinhou.
No domínio das infra‑estruturas estratégicas, Chapo destacou a ponte‑cais que liga Inhambane a Maxixe, utilizada diariamente por duas a três mil pessoas, como prioridade imediata. Avaliações técnicas já estão em curso e prevê‑se que as obras de reparação tenham início dentro de 10 a 15 dias.
Na recta final da sua intervenção, o Presidente deixou recomendações para a reconstrução de infra‑estruturas públicas e privadas, reforço do saneamento e aquisição de sementes para apoiar a produção agrícola.
“Inhambane é uma província ciclicamente fustigada por ciclones. A recuperação deve ser inclusiva, gradual e sustentável”, apelou, destacando o papel do sector privado, dos parceiros de cooperação e das lideranças comunitárias.





