A crise de combustíveis em Moçambique continua a afectar os principais centros urbanos, apesar dos recentes reajustes de preços, com a Associação Moçambicana de Empresas Petrolíferas (AMEPETROL) a apontar a escassez de divisas como o principal factor por detrás da persistência do problema.
De acordo com a associação, as dificuldades na emissão de garantias bancárias para a importação de combustíveis continuam a comprometer o abastecimento regular do mercado nacional, agravando a pressão sobre os operadores do sector e consumidores.
Segundo o secretário-geral da AMEPETROL, Ricardo Cumbe, a limitação no acesso a moeda estrangeira continua a ser o principal entrave para a reposição de stocks, situação agravada pelo aumento dos custos internacionais do petróleo e do transporte.
O responsável explicou ainda que factores externos, como a volatilidade do preço do crude e as tensões geopolíticas no Médio Oriente, estão a pressionar o mercado internacional, o que se reflecte directamente nos custos de importação para países como Moçambique.
Pressão no mercado e risco de açambarcamento
A AMEPETROL alerta igualmente para a possibilidade de persistência de práticas de açambarcamento e mercado paralelo, impulsionadas pela variação constante dos preços e pela escassez de produto nas bombas.
O aumento dos preços internacionais do petróleo, aliado às dificuldades cambiais internas, continua a dificultar a estabilidade do abastecimento, num contexto em que ainda não há previsão de retoma de mecanismos de subsídio à factura de combustíveis.
Fonte: Carta de Moçambique / Evaristo Chilingue





