Representantes do sector portuário dos países de língua portuguesa estão reunidos num encontro que visa reforçar a cooperação, partilhar experiências e identificar soluções inovadoras para o desenvolvimento da economia azul.
A reunião decorre no âmbito do encontro intermédio da Associação dos Portos de Língua Portuguesa (APLOP), sob o lema “Os Portos, Força Motriz da Economia Azul”, reunindo decisores, gestores e especialistas do sector.
Na abertura do evento, o Ministro dos Transportes e Logística, João Matlombe, destacou o papel estratégico dos portos no desenvolvimento socioeconómico, sublinhando a importância de sistemas de transporte eficientes, integrados e sustentáveis.
“O desenvolvimento do sector portuário traduz-se não apenas em ganhos económicos, mas também na criação de oportunidades concretas para os nossos cidadãos. Representa emprego, inclusão social e dignidade. Representa, acima de tudo, esperança.”
O governante acrescentou que a modernização das infra-estruturas portuárias tem impacto directo na vida das populações, criando novas oportunidades e perspectivas de futuro.
Economia azul ganha centralidade estratégica
João Matlombe sublinhou que a economia azul assume um papel central na estratégia de desenvolvimento de Moçambique, tendo em conta a extensa linha costeira e a abundância de recursos marinhos.
“O nosso país reconhece na economia azul uma via estruturante para o crescimento sustentável.”
Segundo o ministro, o sector já contribui de forma crescente para o Produto Interno Bruto, sendo um dos pilares da estratégia de diversificação da economia nacional.
O governante alertou, no entanto, para a necessidade de garantir que o desenvolvimento das actividades marítimas seja sustentável, inclusivo e economicamente viável a longo prazo.
“Este caminho exige responsabilidade. Exige que todas as actividades desenvolvidas nos nossos oceanos sejam ambientalmente sustentáveis, socialmente inclusivas e economicamente viáveis.”
Reafirmou ainda o compromisso do Governo, através dos Portos e Caminhos de Ferro de Moçambique (CFM), em continuar a modernizar o sector e adaptá-lo às exigências do mercado global.
Cooperação fortalece gestão portuária
Por sua vez, o Presidente do Conselho de Administração dos CFM, Agostinho Langa Júnior, considerou que o encontro representa uma oportunidade para reforçar a cooperação e promover a troca de experiências entre os países da lusofonia.
“Este encontro permite consolidar a cooperação nos vários domínios da gestão portuária.”
Já o Presidente da APLOP, Manuel Nazaré Neto, destacou que a conferência pretende promover um debate estratégico sobre o papel dos portos na economia azul e preparar o próximo congresso da organização.
“Esta conferência pretende debater o contributo dos portos para o crescimento sustentável, analisar tendências globais e identificar oportunidades de cooperação.”
Entre os principais temas em discussão estão a digitalização, a descarbonização e a inovação no sector portuário, bem como o reforço da cooperação técnica e institucional entre os países membros.
O encontro reafirma o compromisso dos países lusófonos em transformar os portos em plataformas estratégicas para o desenvolvimento económico, integração regional e valorização sustentável dos recursos marinhos.





