Arrancou no distrito de Vanduzi a construção da primeira fábrica de produção de papel do País, um empreendimento que visa completar a cadeia de valor florestal e reduzir a exportação de madeira em bruto.
A informação foi avançada pela governadora da província, Francisca Tomás, que destacou a importância estratégica do projecto para o processamento interno dos recursos florestais.
Segundo a dirigente, Manica conta actualmente com cinco empresas dedicadas ao processamento e produção de contraplacado, sendo que a nova unidade industrial irá consolidar o sector ao introduzir a produção de papel em território nacional.
“O que estamos a fazer agora é dinamizar este processo de implantação de fábricas e fazer um chamariz a todos aqueles investidores que estão interessados em vir para a província de Manica”, afirmou Francisca Tomás.
Cadeia de valor reforçada
Recorde-se que Manica era, até aqui, um dos principais pontos de produção e exportação de eucalipto para a Europa e Ásia, destinado à produção de papel. Com a implantação da nova fábrica, o objectivo é transformar localmente a matéria-prima, gerando mais valor acrescentado e emprego.
Parte da maquinaria já se encontra instalada e a previsão é que a fábrica entre em funcionamento dentro de seis a oito meses.
As autoridades provinciais garantem que o acompanhamento do projecto será permanente, assegurando o cumprimento das normas ambientais e o aproveitamento sustentável dos recursos.
Com a nova unidade, Manica reforça a sua posição como pólo industrial emergente no sector florestal, apostando na industrialização como motor de desenvolvimento económico e geração de emprego.
Responsabilização institucional
Hélder Jauana levantou ainda dúvidas sobre o papel do Conselho de Administração e a cadeia de responsabilização institucional.
“Onde é que estava o Conselho de Administração, a quem respondia? Houve relatórios ignorados?”, interrogou.
O comentador entende que a reforma do modelo de controlo das empresas públicas é essencial para evitar a repetição de crises semelhantes no futuro.
“Não basta apenas prender gestores. Se não houver reforma do modelo de controlo das empresas públicas, vamos continuar com os mesmos problemas”, concluiu.
As declarações surgem num contexto de debate público sobre a governação das empresas estatais e os mecanismos de fiscalização e supervisão institucional.





