A Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA) lançou, na semana finda, a XXI Edição da Conferência Anual do Sector Privado (CASP), evento que deverá mobilizar investimentos avaliados em mais de 1,9 mil milhões de dólares norte-americanos.
A conferência terá lugar nos dias 15 e 16 de Julho próximo, no Centro de Conferências Joaquim Chissano, em Maputo, prevendo reunir mais de dois mil participantes presenciais, entre empresários, representantes do Governo e parceiros económicos, além de cerca de cinco mil participantes virtuais.
Segundo a CTA, a edição deste ano contará igualmente com cerca de 50 expositores, mais de 40 oradores e vários fóruns de investimento destinados à apresentação de projectos estruturantes.
O Presidente da CTA, Álvaro Massingue, afirmou que a conferência pretende consolidar-se como plataforma estratégica de promoção de negócios e aproximação entre o sector público e privado.
“Importa sublinhar que o verdadeiro valor da CASP não está apenas nos números. Está na sua capacidade de gerar decisões, reformas, desbloquear e acelerar investimentos”, declarou.
O dirigente acrescentou que o evento incluirá sessões bilaterais com países estratégicos, encontros empresariais e espaços de matchmaking orientados para a concretização de parcerias e oportunidades de investimento.
Daniel Chapo esperado na abertura
A CTA prevê que a sessão de abertura da conferência seja orientada pelo Presidente da República, Daniel Chapo, cuja participação é considerada fundamental para reforçar o papel da CASP como principal espaço de diálogo entre o Governo e o sector privado.
“A Sessão de Diálogo Público-Privado de Alto Nível constituirá o momento central da Conferência”, afirmou Massingue, destacando a importância da harmonização entre políticas públicas e necessidades do mercado.
Por sua vez, o Secretário Permanente do Ministério da Economia, Jorge Jonasse, considerou que a CASP representa uma plataforma estruturante para o fortalecimento do diálogo económico no país.
“Sem acções concretas, consistentes e inovadoras, não conseguiremos atrair e reter o investimento de que o país necessita”, afirmou o responsável, defendendo maior aceleração das reformas para melhoria do ambiente de negócios.
Jonasse acrescentou que o envolvimento conjunto do Governo, sector privado e parceiros de cooperação será determinante para alcançar os objectivos de desenvolvimento económico definidos pelo país.





