O Governo moçambicano reafirmou que o combate ao terrorismo constitui uma prioridade absoluta da agenda nacional de segurança, sublinhando que a defesa da soberania, da integridade territorial e da vida dos cidadãos exige respostas firmes, coordenadas e sustentadas no reforço das capacidades internas e na cooperação internacional.
Segundo o Chefe do Estado, Moçambique tem vindo a consolidar a sua capacidade de estudo, monitoria e resposta às ameaças terroristas, com resultados visíveis na redução da capacidade operacional dos grupos armados.
“A capacidade de estudo, monitoria e resposta no nosso país é muito boa. Reduzimos a duração de permanência em posições frequentemente utilizadas por grupos terroristas, através da diminuição da mobilidade das forças inimigas, do reforço da segurança marítima e da protecção das nossas fronteiras marítimas”, afirmou.
Segurança marítima e controlo territorial reforçados
O reforço da segurança marítima e da vigilância das fronteiras foi apontado como um dos pilares centrais da estratégia nacional de combate ao terrorismo, num contexto em que as ameaças assumem formas cada vez mais complexas e transnacionais.
O Presidente da República sublinhou que a resposta do Estado não se limita ao plano militar, integrando também inteligência, prevenção e actuação coordenada entre diferentes instituições.
“O combate ao terrorismo é global, mas a defesa da nossa pátria é sagrada. É uma responsabilidade suprema do Estado estar plenamente consciente disso”, disse.
Cooperação internacional aprofunda capacidade de resposta
No plano externo, Moçambique continua a aprofundar a cooperação com países amigos, reforçando a troca de informações, metodologias operacionais e experiências que permitem elevar a eficácia das operações no terreno.
Nesse contexto, foi destacada a assinatura, em Agosto, do Acordo sobre o Estatuto das Forças (SOFA) com os Estados Unidos da América, um instrumento jurídico que regula a actuação e confere maior coerência política e operacional à cooperação bilateral no domínio da segurança.
“Este acordo, construído com base numa parceria, tem contribuído para a estabilização de áreas críticas e para a restauração gradual da normalidade em algumas comunidades”, esclareceu.
Determinação do Estado face às ameaças
O Chefe do Estado foi categórico ao afirmar que o Estado moçambicano não tolerará qualquer ameaça à ordem pública, à segurança nacional ou à paz social, reiterando uma postura de firmeza preventiva e reactiva.
“Sempre que houver uma crise, haverá resposta. Sempre que houver uma ameaça, haverá prevenção. Sempre que houver desordem, haverá reposição da legalidade pública”, afirmou.
No quadro do reforço estrutural da resposta ao terrorismo, o Governo promoveu iniciativas de capacitação estratégica, incluindo a realização do primeiro Curso Nacional de Defesa, envolvendo quadros do sector público, e a criação de novas valências tecnológicas ligadas à inteligência artificial e à cibersegurança no seio das instituições de defesa.
Estas medidas visam dotar o país de instrumentos modernos para enfrentar ameaças emergentes, combinando actuação no terreno com capacidades tecnológicas avançadas.
Paz e unidade como base da segurança nacional
O Presidente da República sublinhou que a consolidação da paz e da unidade nacional constitui a base fundamental para derrotar o terrorismo e garantir a estabilidade duradoura do país.
“A consolidação da paz e da unidade nacional é o alicerce sobre o qual estamos a edificar a segurança e o futuro do nosso país”, disse.
Com esta abordagem integrada, Moçambique reafirma o seu compromisso em combater o terrorismo de forma determinada, protegendo os cidadãos, preservando a soberania nacional e criando condições para a estabilidade, o desenvolvimento e a paz duradoura.





