O Centro Operativo de Emergência (COE) Distrital de Chókwè realizou esta segunda-feira a sua VII sessão, sob a liderança do Administrador do Distrito e coordenador do COE, Narciso Nhamuhuco, com o objectivo de analisar e organizar o funcionamento dos três centros de acomodação locais: Chiaquelane, Hókwè e Chinhacanine, num contexto de variação populacional e crescentes desafios logísticos.
Os membros do COE avaliaram positivamente a organização da assistência alimentar, destacando o ambiente harmonioso em que esta decorre. Contudo, recomendaram a monitoria contínua da variação populacional nos centros e solicitaram à equipa de Acção Social o reforço das palestras de sensibilização junto das famílias, para prevenir situações de desordem.
Foi igualmente orientada a distribuição imediata de lanternas, leite e fraldas de bebé, de modo a responder às necessidades mais urgentes das comunidades acolhidas.
Desafios logísticos e escassez de bens essenciais
A reunião identificou como preocupação central a redução progressiva dos estoques de alimentos e de outros bens básicos, agravada pela intransitabilidade da via Incoluane–3 de Fevereiro–Chókwè, que tem dificultado o reabastecimento regular.
“É fundamental que as famílias não cozinhem dentro das tendas nem realizem a queima descontrolada de lixo, pois estas práticas colocam em perigo outras famílias”, advertiu Marcos Manhenje, Director da Divisão de Coordenação e Reconstrução Pós-Desastres (DICORD).
O responsável sublinhou ainda a necessidade urgente de mais tendas e produtos alimentares para responder à procura crescente.
Saúde pública e preservação ambiental
No encerramento da sessão, o Administrador Distrital, Narciso Nhamuhuco, apelou à actuação articulada de todas as subcomissões, com especial atenção à preservação ambiental e à saúde pública.
“O nosso objectivo é encerrar os centros sem qualquer registo de eclosão de cólera”, afirmou Nhamuhuco.
O dirigente recomendou à equipa de Saúde a auscultação permanente da população durante as supervisões e ao SDPI a garantia do fornecimento contínuo de água limpa e tratada, como medidas essenciais para assegurar condições dignas às famílias acolhidas.





