O ciclone tropical intenso Gezani deixou um rastro de destruição nas províncias de Inhambane, Sofala e Gaza, entre os dias 13 e 14 de Fevereiro, provocando quatro mortes, cinco feridos e afectando mais de 6.000 pessoas.
Segundo dados apresentados pelo porta‑voz do Conselho de Ministros, Inocêncio Impissa, o ciclone afectou 6.165 pessoas, correspondendo a 1.682 famílias, destruiu 316 casas totalmente e danificou 1.855 parcialmente.
“A empresa Electricidade de Moçambique está no terreno desde que as condições atmosféricas melhoraram, sendo que está restabelecida a energia eléctrica em todos os distritos afectados pelo ciclone Gezani, estando em curso os trabalhos pontuais na média e baixa tensão de algumas zonas”, disse Impissa.
Apesar dos esforços, cerca de 8.000 clientes continuam sem corrente eléctrica na província de Inhambane.
Infra-estruturas atingidas pela passagem do ciclone
O balanço oficial aponta ainda para:
- 320 salas de aulas destruídas
- Queda da ponte cais da cidade de Inhambane
- 71 postes de energia derrubados
- 83 postos de transformação danificados
- 522 quilómetros de linha de electricidade afectados
De acordo com a presidente do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD), Luísa Meque, o ciclone atingiu sobretudo os distritos de Vilanculos, Massinga, Maxixe, Morrumbene, Inhambane e Jangamo.
O Instituto Nacional de Meteorologia anunciou que o ciclone já não constitui perigo para o país, permitindo que a população deslocada comece a regressar às suas casas.
“O ciclone intenso Gezani já passou, mas deixou um rastro de destruição, mortes e muitos afectados”, constatou o Governo durante a sessão do Conselho de Ministros.





