O Centro Operativo de Emergência (COE) Distrital de Chókwè realizou a sua XI Sessão, num encontro de concertação que reuniu o Governo, o Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD) e parceiros humanitários. A reunião centrou‑se na fase de transição, no encerramento progressivo dos centros de acomodação e na reintegração das famílias afectadas pelas cheias.
Durante a sessão, foi avaliada a situação logística actual, analisadas as acções em curso e iniciada a discussão das propostas de intervenção para o período pós‑desastre. O objectivo é evitar sobreposição de actividades e garantir uma resposta coordenada e sustentável.
Foram debatidas estratégias para a preparação dos kits de retorno e a definição de um plano de actividades pós‑desastre, a ser implementado com o apoio do INGD. O Governo foi igualmente recomendado a planificar as acções de retorno e recuperação, de modo que, na próxima reunião, as propostas estejam alinhadas com as dos parceiros.
Calendário e monitoramento
Ficou acordado que, volvidos mais de 15 dias, o COE poderá alternar o período das reuniões, passando a realizá‑las de dois em dois dias. A próxima sessão está marcada para 7 de Fevereiro de 2026, numa fase centrada no monitoramento e na sustentabilidade dos centros de acomodação.
O Coordenador do COE Distrital, Narciso Nhamuhuco, anunciou o reforço da assistência com a chegada de 400 colchões disponibilizados pelo INGD.
“O Centro de Chiaquelane irá receber 200 colchões, enquanto os centros de Hókwè e Chinhacanine beneficiarão de 100 cada, numa distribuição estratégica que responda à nossa capacidade neste momento”, afirmou, apelando ao redobro dos esforços de todos os intervenientes para continuarem a servir, com dedicação, a população do distrito de Chókwè.
Critérios de prioridade
Por sua vez, o Director da Divisão de Coordenação da Reconstrução Pós‑Desastres ao nível do INGD Central, Liovigildo Marcos, sublinhou que toda a assistência deve obedecer a critérios claros de prioridade e vulnerabilidade.
“A distribuição de qualquer apoio deve privilegiar as mulheres grávidas, pessoas doentes, portadoras de deficiência, idosos e famílias com crianças, assegurando que a ajuda chegue primeiro a quem mais precisa”, destacou.
Foi ainda orientado que a Subcomissão de Infra‑estruturas e Transportes ausculte, a partir de amanhã, a população sobre as necessidades para a reintegração após o encerramento dos centros. A mesma subcomissão deverá continuar a garantir a limpeza e manutenção dos centros de acomodação, assegurando condições dignas até ao encerramento definitivo.





