O Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, desafiou a nova liderança da Inspecção-Geral do Estado a assumir com rigor e independência a missão de reforçar os mecanismos de controlo, fiscalização e promoção da boa governação na Administração Pública.
Falando esta terça-feira, 19 de Maio de 2026, na cerimónia de tomada de posse da Inspectora-Geral do Estado, dos Inspectores-Gerais Adjuntos e do Vice-Reitor da Universidade Púnguè, em Maputo, o Chefe de Estado afirmou que a criação do novo órgão representa uma reforma estrutural destinada a fortalecer o Estado e combater irregularidades na gestão dos recursos públicos.
A nova Inspecção-Geral do Estado resulta da integração de antigas estruturas de controlo interno, num modelo considerado pelo Presidente como mais coerente, moderno e orientado para resultados.
Reforço da fiscalização e combate às irregularidades
Chapo destacou que a nova instituição deverá actuar com independência funcional, rigor técnico e sentido de Estado, assegurando auditoria, fiscalização e monitoria administrativa, financeira e patrimonial.
A liderança foi confiada a Carmelita Rita Namashulua, enquanto Emanuel Augusto Mabumo e Laura Helena Nhancale assumem funções de adjuntos.
O Presidente sublinhou que a credibilidade do Estado depende da capacidade da instituição em prevenir irregularidades, proteger o património público e reforçar a transparência. Defendeu ainda uma mudança de abordagem, passando de um modelo reactivo para uma actuação preventiva e educativa.
Na sua intervenção, o Chefe de Estado defendeu a modernização tecnológica da Inspecção-Geral do Estado, com aposta na transformação digital, interoperabilidade de sistemas e uso de ferramentas electrónicas para tornar as inspecções mais eficientes e transparentes.
Chapo apelou igualmente à cooperação entre instituições do Estado, incluindo o Tribunal Administrativo de Moçambique, sublinhando que a fiscalização eficaz depende da articulação institucional e não de isolamento.
O Presidente reforçou ainda que os novos dirigentes devem garantir prestação de contas regular ao cidadão, promovendo uma cultura de responsabilidade, integridade e compromisso com o interesse público.





