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Autoridade Reguladora da Concorrência dissolve a Distribuidora Nacional de Açúcar por manipulação de preços

A Autoridade Reguladora da Concorrência dissolveu a Distribuidora Nacional de Açúcar após concluir que liderava um esquema anticoncorrencial de manipulação de preços.

Por Redacção Checka Moz.

A Autoridade Reguladora da Concorrência (ARC) anunciou a dissolução imediata da Distribuidora Nacional de Açúcar (DNA), após concluir que a entidade liderava um esquema anticoncorrencial que manipulava preços e restringia a concorrência no sector. A decisão resulta de uma investigação iniciada em Abril de 2022, que identificou práticas de controlo da oferta e fixação concertada de preços envolvendo quatro grandes produtores: Tongaat Hulett Xinavane, Tongaat Hulett Mafambisse, Companhia de Sena e Maragra Açúcar.

Num comunicado, a ARC foi clara ao classificar o esquema como um acordo horizontal proibido, violando os princípios fundamentais da Lei da Concorrência e impedindo a entrada de novos operadores no mercado.

“Tratava-se de uma das práticas anticoncorrenciais mais graves previstas na Lei da Concorrência, com efeitos significativos no funcionamento do mercado e no preço final ao consumidor.” — ARC

A decisão inclui a celebração de acordos de transacção com as empresas envolvidas, permitindo aplicar medidas sancionatórias e correctivas de forma mais célere, garantindo que o mercado não volte a ser sujeito ao mesmo tipo de constrangimentos.

Mercado entra numa nova fase com o fim da DNA

Com a dissolução da DNA, o sector do açúcar passa a operar num novo quadro concorrencial. Entre as mudanças imediatas estão:

  • autonomia total das fábricas para comercializar directamente o açúcar produzido;

  • abertura efectiva do mercado a novos operadores;

  • negociação directa entre grandes compradores e produtores;

  • reforço da transparência nas transacções;

  • expectativa de redução dos preços ao consumidor final, resultante do aumento da concorrência.

Segundo a ARC, o objectivo é garantir que o mercado funcione de forma equilibrada, evitando práticas que prejudiquem consumidores e empresas cumpridoras, e promovendo condições favoráveis à inovação e ao investimento.

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