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Operações em Tete e Beira travam saída ilegal de madeira de espécies valiosas

Por Redacção Checka Moz.

A Agência Nacional para o Controlo da Qualidade Ambiental (AQUA, IP) desencadeou, esta semana, duas operações de grande impacto nas províncias de Tete e Sofala, travando a saída ilegal de madeira de espécies valiosas e reforçando o combate ao crime florestal em todo o território nacional.

No dia 06 de Dezembro, uma equipa da Delegação Provincial de Tete desmantelou uma operação de transporte ilegal de madeira no Posto Fixo de Fiscalização Florestal de Dona Rosa, na zona limítrofe entre os distritos de Chiuta e Moatize.

A acção envolveu coordenadores da Unidade de Inteligência e Informação e os responsáveis dos postos de fiscalização, que interceptaram três camiões articulados: dois de matrícula zambiana e um moçambicana, transportando contentores carregados com madeira serrada e toros semi-esquadriados das espécies Chanfuta e Umbila.

A carga tinha como origem o distrito de Chifunde e destino presumido a cidade de Tete. Após verificação, constatou-se que nenhum dos carregamentos possuía documentação legal, configurando violação grave da legislação florestal.

As autoridades aplicaram uma multa de 2.000.000,00 MT e ordenaram a apreensão imediata dos camiões. Foram ainda detidos cinco indivíduos, incluindo motoristas e acompanhantes, encaminhados ao Comando Distrital de Moatize para responsabilização criminal.

Apreensão de madeira valiosa na Beira

No dia 05 de Dezembro, no âmbito das mesmas acções de controlo, a AQUA apreendeu, na cidade da Beira, 56 pranchas e 87 tábuas de Chanfuta, 12 pranchas e 30 tábuas de Panga-panga e oito barrotes de Umbila.

A madeira seguia num barco proveniente do distrito de Mogincual, em Nampula, com destino a Vilanculos, na província de Inhambane. O responsável pela embarcação alegou que a madeira se destinava à construção da cabine de um barco, mas não apresentou qualquer licença de transporte ou exploração.

Foi aplicada uma multa de 500.000,00 MT e o infractor foi detido.

AQUA reforça combate ao crime florestal

A instituição reafirma a sua determinação em reforçar a vigilância ambiental, prevenir a exploração ilegal de recursos florestais e combater todas as formas de crime ambiental, contribuindo para a gestão sustentável das florestas moçambicanas e para a protecção do património natural do País.

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