O Governo poderá adiar o início do ano lectivo, inicialmente previsto para sexta-feira, 30 de Janeiro, devido às cheias que afectam várias regiões do país, com destaque para as províncias de Maputo e Gaza. A decisão será tomada esta semana, após a reunião do Conselho de Ministros.
Segundo a Ministra da Educação e Cultura, Samaria Tovela, várias escolas estão inundadas ou a funcionar como centros de acolhimento, o que inviabiliza o arranque normal das aulas. Só na Cidade de Maputo, nove escolas acolhem famílias deslocadas pelas enxurradas.
“Temos um plano A e um plano B, mas a estratégia definitiva será anunciada após a deliberação do Governo”, afirmou Tovela durante uma visita ao centro da Escola Primária de Guachene, em KaTembe.
Levantamento de danos e alternativas
O sector da Educação está a realizar o levantamento dos danos nas infra-estruturas escolares, incluindo a perda de material didáctico, sobretudo na província de Gaza. A proposta será apresentada ao Conselho de Ministros, que se reúne esta terça-feira, 27 de Janeiro, em Xai-Xai, numa sessão dedicada à avaliação da situação das cheias.
Apesar das perdas, a Ministra garantiu que os alunos não serão prejudicados, mesmo nos casos em que os livros escolares foram danificados. Estão disponíveis manuais de via para assegurar o cumprimento dos conteúdos programáticos, especialmente para os alunos em transição de nível.
“O nosso compromisso é garantir que todos os alunos tenham acesso ao ensino, mesmo em condições adversas”, sublinhou Tovela.





