O Ministério da Educação e Cultura (MEC) anunciou que já estão matriculadas 1.320.232 crianças para o ano lectivo de 2026, o que corresponde a 81,2% da meta prevista de 1.623.063 alunos. A abertura oficial do ano lectivo terá lugar a 27 de Fevereiro, na cidade de Xai-Xai, província de Gaza, após o adiamento motivado pelos danos provocados pelas cheias e inundações.
Ensino primário
- Meta: 1.623.063 crianças.
- Matriculadas até Janeiro: 1.320.232 (81,2%).
O MEC iniciou a distribuição em Outubro de 2025, tendo já ultrapassado os 15 milhões de livros entregues. Apesar das interrupções em Maputo, Gaza e parte de Sofala devido às cheias, o ministério garante que os alunos das escolas afectadas terão acesso aos manuais através do stock de segurança.
Ensino secundário
- Revisão curricular para reforçar Ciências Naturais, Tecnologias e Matemática.
- Capacitação de 051 professores entre 2021 e 2025, em universidades como Eduardo Mondlane, Rovuma, Licungo e Púnguè.
- Reintegração das disciplinas de Física e Química na 7ª classe e de Geografia no 2º ciclo para alunos que pretendam seguir cursos de Arquitetura e Engenharia Civil.
Turno nocturno
O MEC identificou 38.665 alunos menores de 18 anos a frequentar o ensino secundário nocturno em 2025. Para corrigir esta situação, foi determinado que:
- Alunos menores de 18 anos devem ser integrados no turno diurno.
- Escolas com maior procura funcionarão em três turnos.
- Modalidade de Ensino à Distância será reforçada para garantir acesso equitativo.
Impacto das cheias e ciclone Gezani
- 717 escolas afectadas em todo o país.
- 610 salas de aula destruídas (376 totalmente, 555 parcialmente).
- 473 alunos e 6.743 professores afectados.
- 35 escolas estão a funcionar como centros de acolhimento.
- Em Inhambane, o ciclone Gezani destruiu 472 salas de aula, afectando 891 alunos e 1.095 professores.
Medidas de resposta
- Instalação de salas de aula temporárias com tendas.
- Programas de apoio psicossocial para alunos e professores.
- Distribuição de kits de aprendizagem e dignidade.
- Reconstrução resiliente das infraestruturas escolares, resistentes a ciclones e cheias.





