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Membros da ANAMOLA admitem “retaliação e tumultos” caso Venâncio Mondlane seja condenado

Por Redacção Checka Moz.

Membros da ANAMOLA, na província de Nampula, admitem a possibilidade de reacções de contestação caso o Tribunal Supremo venha a condenar o político Venâncio Mondlane, no âmbito do processo relacionado com alegadas irregularidades eleitorais.

A posição foi avançada pelo delegado provincial do partido, Castro Niquina, que afirmou existir, no seu entender, tratamento desigual por parte da justiça moçambicana, defendendo que outros intervenientes ligados ao processo eleitoral também deveriam ser responsabilizados.

Durante uma reunião realizada na delegação provincial do partido, em Nampula, os membros discutiram formas de mobilização e manifestação de solidariedade ao líder político, num momento em que o julgamento decorre e é acompanhado com atenção por diferentes sectores da sociedade.

Apelos à mobilização e reacções nas redes sociais

No mesmo contexto, dirigentes e apoiantes têm partilhado mensagens nas redes sociais apelando à mobilização dos cidadãos, caso o desfecho do processo seja considerado injusto.

Entre essas reacções, Higino Fumo, conhecido por “Nikotina KF”, escreveu que “é preciso estarmos prontos para parar tudo no dia da sentença”, tendo posteriormente esclarecido que a sua publicação fazia referência ao “Dia do Juízo Final”, negando qualquer intenção de incitar desordem.

Por sua vez, o secretário-geral da ANAMOLA, Messias Uarreno, afirmou que o partido não ficará em silêncio caso Venâncio Mondlane venha a ser detido, defendendo a mobilização popular como forma de reivindicação.

Apelo à calma e respeito pelas instituições

Entretanto, diferentes vozes dentro do próprio espaço político apelam à contenção, sublinhando que qualquer forma de manifestação deve ocorrer de maneira pacífica e dentro dos limites da lei.

Analistas consideram que o actual momento exige responsabilidade no discurso público, de forma a evitar tensões sociais e garantir que o processo judicial decorra com normalidade.

O caso continua sob apreciação do Tribunal Supremo, sendo aguardada com expectativa a decisão final, num ambiente marcado por forte sensibilidade política.

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