A Aliança Nacional para um Moçambique Livre e Autónomo (ANAMOLA) enfrenta turbulência política em duas frentes distintas: Sofala e Zambézia, onde conflitos internos expuseram fragilidades organizacionais e abriram espaço para disputas judiciais e administrativas.
Na província de Sofala, o processo eleitoral interno para a escolha do coordenador distrital de Dondo foi marcado por denúncias de compra de votos.
- O candidato Lucas Tomás Bonzo foi acusado de ter aliciado membros com pagamentos em dinheiro: 300 meticaisa Madalena José António e 200 meticais a Joaquim Pico.
- A denúncia levou à anulação da sua candidatura pelo Gabinete Provincial de Eleições.
- Bonzo reagiu apresentando uma participação criminal contra três membros do partido, alegando ter sido alvo de difamação e humilhação pública. O processo invoca o artigo 233.º do Código Penal, relativo ao crime de difamação.
- O episódio expôs rivalidades internas e levantou dúvidas sobre a transparência dos processos eleitorais da ANAMOLA.
Na Zambézia, a crise assumiu contornos administrativos.
- O presidente da ANAMOLA, Venâncio António Bila Mondlane, emitiu o Despacho/NAC/PRES/006/2026, determinando a suspensão imediata da Comissão de Gestão Provincial e de todos os titulares de cargos executivos.
- A decisão foi tomada após deliberação da Comissão Executiva Nacional, datada de 6 de Fevereiro.
- O despacho ordena a entrega imediata de documentos, arquivos, bens e símbolos institucionais do partido ao Conselho de Fiscalização, e prevê a nomeação de uma nova comissão no prazo de cinco dias.
- A medida revela tensões na estrutura provincial e abre espaço para reconfigurações políticas na região.
Os dois episódios demonstram fragilidade interna e podem comprometer a credibilidade da ANAMOLA junto das suas bases.
- Em Sofala, o conflito expôs divisões entre candidatos e abriu caminho para disputas judiciais.
- Na Zambézia, a suspensão da estrutura provincial evidencia falta de coesão e necessidade de reorganização urgente.





