O processo de instalação das estruturas provinciais do ANAMOLA ficou marcado, este fim de semana, por tensões internas, com destaque para a província da Zambézia, onde divergências entre membros impediram a eleição e tomada de posse do coordenador provincial.
A cerimónia de empossamento de dez coordenadores provinciais decorreu num ambiente de contestação, com relatos de desentendimentos ligados a alegadas irregularidades no processo de escolha das lideranças locais. A situação na Zambézia acabou por expor a falta de consenso interno no partido.
Em reacção às polémicas, o porta-voz do partido, Dinis Tivane, reconheceu a existência de divergências, sublinhando que o ANAMOLA resulta de uma construção política plural e não de afinidades pessoais.
“O ANAMOLA é um partido que não nasce de afinidades pessoais, mas de uma construção política plural. Existem diferenças internas, mas temos trabalhado para conciliar essas divergências e fortalecer a estrutura do partido.”
A direcção assegura, no entanto, que todo o processo de indicação das lideranças provinciais foi conduzido em conformidade com os estatutos internos, defendendo a legalidade dos procedimentos adoptados.
Abertura do ano político marcada por apelo à unidade
O acto coincidiu com a abertura oficial do ano político da organização, dirigida pelo presidente do partido, Venâncio Mondlane, que aproveitou a ocasião para lançar um apelo à unidade e ao reforço do compromisso interno dos membros.
Mondlane destacou a necessidade de coesão como elemento essencial para a consolidação do partido e para o sucesso das suas acções políticas ao nível nacional e provincial.
Apesar das divergências, os novos coordenadores provinciais empossados têm como missão dinamizar as estruturas locais e reforçar a presença política do partido nas diferentes regiões do país.
Fonte: Miramar





