O Governo colocou os Centros Operativos de Emergência (COE) em alerta máximo face à previsão de ocorrência de chuvas fortes, acompanhadas de trovoadas e ventos com rajadas, nos próximos dias, com impactos significativos em várias províncias do país.
A decisão consta de um comunicado especial do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres(INGD), emitido através do Centro Nacional Operativo de Emergência (CENOE), com base em informações do Instituto Nacional de Meteorologia (INAM) e da Direcção Nacional de Gestão de Recursos Hídricos.
Províncias sob maior risco
De acordo com o comunicado, as condições meteorológicas adversas poderão agravar a situação de cheias e inundações nas zonas baixas das bacias hidrográficas dos rios Montepuez, Megaruma, Muaguide, Rovuma, Monapo e Ligonha, afectando sobretudo as províncias de Tete, Zambézia, Nampula, Cabo Delgado e Niassa.
Perante o cenário de risco elevado, o Conselho Técnico de Gestão e Redução do Risco de Desastres (CTGRD) activou Acções Antecipadas às cheias, determinando um conjunto de medidas imediatas, entre as quais:
Activação dos COE distritais e dos Comités Locais de Gestão do Risco de Desastres (CLGRD);
Difusão de avisos prévios através das estruturas comunitárias, rádios locais e emissoras provinciais;
Pré-posicionamento de meios de busca e salvamento e de bens de socorro em pontos estratégicos;
Sensibilização das comunidades para reforço da segurança das residências, infra-estruturas e equipamentos;
Garantia de água, saneamento básico e condições adequadas nos centros de acomodação;
Divulgação dos locais de abrigo seguro disponíveis nas comunidades;
Apelo à evacuação preventiva das zonas de risco, com transporte de kits básicos de emergência;
Atenção prioritária a grupos vulneráveis, incluindo crianças, idosos, pessoas com deficiência e doentes.
Apelo à colaboração da população
O CENOE reiterou a importância da colaboração activa da população e apelou à vigilância permanente dos comunicados e avisos emitidos pelas autoridades competentes, sublinhando que a prevenção e a resposta atempada são determinantes para reduzir perdas humanas e materiais.
As autoridades asseguram que continuarão a monitorar a evolução da situação hidrometeorológica e a ajustar as medidas de resposta em função do desenvolvimento das condições no terreno.





