O Governo condenou, esta semana, o assassinato de membros da Anamola e garantiu que as autoridades já trabalham para identificar e responsabilizar os autores dos crimes. O posicionamento foi apresentado pelo porta-voz do Governo, Inocêncio Impissa, durante a sessão de perguntas e respostas após a reunião do Conselho de Ministros.
Segundo Impissa, o Executivo considera que “ninguém tem permissão para tirar a vida a outra pessoa”, defendendo que os casos devem ser investigados pelas autoridades competentes para o esclarecimento das motivações e responsabilização dos envolvidos.
“O Governo não encoraja justiça privada. As autoridades respectivas deverão fazer um trabalho para confirmar ou identificar os culpados e, naturalmente, responsabilizar”, afirmou o porta-voz do Governo.
Durante a intervenção, Inocêncio Impissa sublinhou que, independentemente da filiação política das vítimas, o mais importante é preservar a vida humana e garantir o cumprimento da lei.
“Antes de ser da Anamola é um cidadão, é uma pessoa. Não se pode ter em conta o facto de pertencer ao movimento A, B ou C. O problema grave é estarmos a tirar a vida a um indivíduo”, declarou.
Autoridades chamadas a acelerar investigações
O porta-voz acrescentou ainda que o Executivo repudia qualquer forma de violência e apelou às autoridades para acelerarem as investigações, numa altura em que também se registam episódios de desinformação e circulação de boatos em diferentes províncias do país.
“Infelizmente, as vidas não voltam, mas a lei tem de fazer-se sentir sobre estas pessoas”, frisou Impissa, reiterando que o Governo continuará a acompanhar o caso até ao esclarecimento dos crimes e consequente responsabilização dos autores.





