O Governo defendeu, esta segunda-feira, em Maputo, o reforço do investimento na fortificação alimentar como uma das principais estratégias para combater a desnutrição e as deficiências de micronutrientes em Moçambique.
A posição foi apresentada durante o Workshop de Validação do Estudo de Custo e Benefício da Fortificação de Alimentos em Moçambique, promovido pelo Comité Nacional de Fortificação de Alimentos.
Na ocasião, Sheila Fernandes, Directora Nacional de Economia, Estudos e Cooperação no Ministério da Economia, destacou que a fortificação alimentar representa uma solução de baixo custo, mas com elevado impacto social, económico e sanitário.
“A fortificação alimentar constitui uma medida estratégica para reduzir as deficiências de micronutrientes e melhorar a saúde pública no país”, sublinhou Sheila Fernandes.
Estudo vai apoiar decisões do Governo
Segundo a responsável, o estudo actualmente em validação deverá apoiar a tomada de decisões para o fortalecimento do programa nacional de fortificação alimentar, permitindo identificar benefícios económicos e sociais associados à iniciativa.
O programa abrange produtos de consumo massivo, nomeadamente farinha de milho, farinha de trigo, açúcar, óleo alimentar e sal iodado.
As autoridades consideram que a fortificação de alimentos poderá desempenhar um papel importante na redução dos níveis de desnutrição, sobretudo entre crianças, mulheres e grupos mais vulneráveis.
Durante o encontro, foi igualmente defendida a necessidade de reforçar a colaboração entre o Governo, parceiros de cooperação, indústria alimentar e sociedade civil, de modo a garantir maior cobertura e eficácia das políticas de nutrição no país.





