O Ministro do Interior, Paulo Chachine, afirmou que a morte de Humberto Sartori, gestor do espaço Kaya Kwanga, esteve relacionada com problemas de saúde agravados por uma alegada greve de fome durante o período em que se encontrava detido.
As declarações foram feitas durante as celebrações dos 51 anos da Polícia da República de Moçambique (PRM), realizadas este domingo na Praça dos Heróis Moçambicanos, na cidade de Maputo.
Governo descarta relação com outras situações de segurança
O governante explicou que Sartori já apresentava um estado de saúde debilitado antes da detenção e que a recusa em alimentar-se terá contribuído para o agravamento do seu quadro clínico.
“É sabido e foi público que quando o senhor Humberto Sartori foi para a cadeia, não comia, fez uma greve de fome, recusou-se a alimentar-se e ele já vinha debilitado”, afirmou Paulo Chachine, sublinhando que a combinação entre doença e ausência de alimentação terá sido determinante.
O Ministro afastou igualmente qualquer ligação entre este caso e outros episódios de violência ou criminalidade registados no país, incluindo raptos, defendendo que não existe relação entre os fenómenos.
A cerimónia decorreu num contexto marcado por debates sobre segurança pública e recentes casos de violência contra agentes da polícia, tendo o Governo destacado os esforços em curso para reforçar a actuação das forças da ordem.
Fonte: Integrity Magazine





