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“Nenhuma tradição justifica violência contra crianças”, alerta Secretário de Estado

Por Redacção Checka Moz.

O Secretário de Estado do Género e Acção Social, Abdul Razak Amuzá Esmail, defendeu esta terça-feira, em Maputo, a necessidade de eliminar práticas culturais nocivas que colocam em causa os direitos das crianças e dos jovens, afirmando que nenhuma tradição pode servir de justificação para violência, exclusão ou negação do futuro da criança.

O pronunciamento foi feito durante a abertura do Seminário de Monitoria Nacional sobre a Salvaguarda de Práticas Culturais Positivas e o Empoderamento Socioeconómico de Crianças e Jovens para o Fim das Práticas Nocivas, evento que decorre de 13 a 15 de Maio na capital do país.

Perante representantes do Governo, Nações Unidas, União Africana, organizações da sociedade civil, líderes comunitários, religiosos e membros do Parlamento Infantil, Abdul Razak Amuzá Esmail afirmou que o Executivo tem vindo a reforçar políticas e mecanismos de prevenção da violência contra crianças e jovens.

“Nenhuma tradição pode justificar a violação dos direitos da criança; nenhuma prática cultural pode legitimar a violência, a exclusão ou a negação do futuro das nossas crianças”, declarou.

O dirigente explicou que o Governo procura preservar práticas culturais positivas, ao mesmo tempo que combate comportamentos considerados prejudiciais ao desenvolvimento e dignidade da criança.

“A nossa abordagem é preservar o que dignifica, transformar o que limita e eliminar o que prejudica”, afirmou.

Segundo o Secretário de Estado, o empoderamento socioeconómico de crianças e jovens é uma das ferramentas consideradas fundamentais para garantir que os direitos da criança sejam efectivamente concretizados.

Autoridades reconhecem desafios na transformação social

Durante a sua intervenção, Abdul Razak Amuzá Esmail reconheceu que o fortalecimento das leis, por si só, não é suficiente para eliminar práticas nocivas enraizadas em algumas comunidades.

“Mas sabemos que a lei, por si só, não muda mentalidades. A mudança verdadeira acontece quando a norma legal encontra eco na consciência das famílias, na liderança das comunidades e na prática diária das instituições”, sublinhou.

O seminário reúne diferentes actores nacionais e internacionais para avaliar estratégias de protecção da criança, promoção de práticas culturais positivas e reforço das políticas de inclusão e desenvolvimento juvenil

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