A activista e Presidente do Conselho de Administração da Fundação para o Desenvolvimento da Comunidade (FDC), Graça Machel, foi distinguida em Luanda com o prémio “Individualidade Lusófona 2026”, em reconhecimento ao seu legado social e ao contributo de várias décadas na promoção da educação, dos direitos das mulheres e das crianças, bem como do desenvolvimento sustentável em África e no espaço lusófono.
A distinção coloca em evidência o percurso de Graça Machel como uma das personalidades africanas com maior impacto na defesa de causas sociais e humanitárias, marcada por uma intervenção contínua em processos de transformação social.
No seu discurso de agradecimento, Graça Machel destacou a dimensão colectiva da sua trajectória, evocando o período da luta de libertação nacional e o papel de várias figuras históricas africanas nesse processo.
“Numa altura das nossas vidas, decidimos que não nos pertencíamos a nós próprios. Dedicámo-nos à luta de libertação nacional e, neste momento, evoco muitos, em particular Agostinho Neto, Aristides Pereira e Samora Machel, só para citar alguns que caminharam connosco”, afirmou.
Legado de inclusão e direitos humanos
A atribuição do prémio reforça o reconhecimento internacional de uma liderança associada à promoção da igualdade de género, inclusão social e defesa dos direitos humanos, áreas em que Graça Machel tem mantido uma intervenção consistente ao longo dos anos.
O galardão “Individualidade Lusófona 2026” distingue personalidades que se destacam pelo seu contributo para o desenvolvimento dos países de língua portuguesa e pelo fortalecimento dos valores de cooperação e solidariedade no espaço lusófono.





