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Gueta Chapo quer OMM de volta à sua essência, ao serviço do povo e não das elites

Por Redacção Checka Moz.

A Presidente da Organização da Mulher Moçambicana, Gueta Chapo, defendeu esta segunda-feira, durante o Conselho Nacional da organização, a necessidade de a estrutura feminina regressar à sua essência de luta, proximidade e serviço às comunidades, sublinhando que deve estar ao serviço do povo e não de interesses elitistas.

Gueta Chapo apelou a uma reflexão profunda sobre o papel da organização na sociedade, defendendo o reforço da ligação às bases e às mulheres das zonas rurais e urbanas.

“A OMM deve voltar à sua essência de luta, de proximidade, de serviço e de transformação. Se assim fizermos, vamos mobilizar mais mulheres, fortalecendo o nosso partido”, afirmou.

A dirigente rejeitou qualquer afastamento das realidades comunitárias, sublinhando que a organização deve representar sobretudo as mulheres mais vulneráveis.

“Não pode ser uma organização de elites. Deve ser da camponesa que acorda antes do sol, criativa, inovadora e próxima das pessoas”, declarou.

Gueta Chapo defendeu uma maior intervenção na criação de soluções sociais e económicas, com destaque para o apoio ao empreendedorismo feminino e às iniciativas comunitárias.

“Uma estrutura que cria soluções aos problemas enfrentados pelo povo, nas cidades e no campo, que organiza cooperativas, redes de apoio e iniciativas de empreendedorismo feminino”, referiu.

Liderança baseada no exemplo e na proximidade

A dirigente sublinhou a importância de uma liderança baseada no exemplo, na escuta e na proximidade.

“Não precisa de chefes, mas sim de líderes transformadoras, porque a chefia impõe e a liderança inspira. A chefia distancia, a liderança aproxima. A verdadeira líder dá o exemplo”, afirmou.

Apelou às estruturas provinciais para um maior conhecimento da realidade local e das necessidades das mulheres.

“Liderar não é ocupar um cargo, é assumir responsabilidade perante o povo. Cada responsável deve conhecer a sua província, as associações existentes, as preocupações das mulheres e as necessidades de apoio”, destacou.

No encerramento, reforçou o apelo à mobilização e ao compromisso com a transformação social e o desenvolvimento do país.

“Vamos transformar comunidades e construir um Moçambique mais justo e próspero. Vamos trabalhar”, concluiu.

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