A FRELIMO anunciou a saída de José Condungua Pacheco e Helena Mateus Kida do seu Comité Central, numa decisão enquadrada na dinâmica de renovação e respeito pelas exigências institucionais do Estado.
O anúncio foi feito por Daniel Francisco Chapo, Presidente do partido, durante a abertura da V Sessão Ordinária do órgão, que decorre no Município da Matola.
Segundo o Presidente da FRELIMO, os dois quadros decidiram renunciar aos seus mandatos por incompatibilidade de funções, em virtude das responsabilidades que actualmente exercem em instituições-chave do Estado.
José Pacheco desempenha, desde Junho de 2025, as funções de Director-Geral do Serviço de Informações e Segurança do Estado, enquanto Helena Kida exerce funções como assessora de um Juiz Conselheiro do Tribunal Supremo.
A decisão é interpretada como um sinal de maturidade política e de respeito pelas normas de funcionamento do Estado, reafirmando o compromisso da FRELIMO com a separação de funções e a boa governação.
Ao longo de várias décadas, José Pacheco destacou-se como um dos quadros mais experientes do partido, tendo integrado o Comité Central por mais de vinte anos, com renovação do mandato no XII Congresso da FRELIMO, realizado em 2022.
Por sua vez, Helena Kida passou a integrar o órgão no mesmo congresso, no quadro da promoção da participação feminina e da renovação de quadros, ao lado de outras figuras do Governo do então Presidente Filipe Nyusi.
Na sequência destas saídas, a FRELIMO procedeu à integração de novos membros, garantindo a continuidade dos trabalhos do Comité Central sem sobressaltos.
Foram chamados, na qualidade de suplentes, Inocêncio Impissa, actual Ministro da Administração Estatal e Função Pública, e Maria Valentina Gundana.
Com estas mudanças, a FRELIMO demonstra capacidade de adaptação e organização interna, assegurando que os seus quadros assumam plenamente funções estratégicas no Estado, sem comprometer o funcionamento dos seus órgãos.
A reconfiguração do Comité Central reflecte, assim, a aposta contínua do partido na disciplina, renovação e fortalecimento das instituições, num contexto de governação orientada para resultados e estabilidade nacional.
Fonte: Carta de Moçambique





