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Mozal responde à PGR e nega suspensão da actividade da empresa

Por Redacção Checka Moz.

A Mozal, S.A. respondeu à notificação da Procuradoria-Geral da República (PGR), rejeitando a interpretação de que a decisão de colocar a fundição de alumínio em regime de conservação e manutenção configure uma suspensão da actividade da empresa.

Num documento dirigido ao Ministério Público, a empresa afirma que a medida adoptada não representa o encerramento ou paralisação das suas operações, mas sim uma acção de carácter temporário e operacional.

Segundo a Mozal, a decisão visa garantir a preservação dos activos, proteger as infra-estruturas e assegurar condições para uma futura retoma das actividades.

A empresa considera que a medida “consubstancia uma medida operacional, temporária e prudencial”, orientada para a salvaguarda do valor económico da sociedade

A mineradora sustenta que esta decisão não deve ser confundida com uma suspensão formal da actividade ou abandono de parte substancial do negócio.

Actividade institucional mantém-se

Na resposta enviada à PGR, a Mozal sublinha que continua a operar do ponto de vista jurídico e institucional, mantendo os seus órgãos sociais em funcionamento e cumprindo todas as obrigações legais.

A empresa destaca que mantém “a sua personalidade jurídica, os seus órgãos sociais em funcionamento” e continua vinculada às suas responsabilidades legais e contratuais

Assim, defende que não há lugar à interpretação de que tenha ocorrido uma cessação da actividade societária.

A Mozal discorda da qualificação jurídica apresentada pela PGR, que considera a medida como uma suspensão relevante da actividade, sujeita à deliberação da Assembleia-Geral.

Para a empresa, a decisão enquadra-se nas competências da gestão e não exige, automaticamente, aprovação dos accionistas.

A sociedade entende que a qualificação da medida “não decorre de forma automática, exigindo apreciação jurídica rigorosa”

Disponibilidade para cooperar

Apesar da divergência, a Mozal reafirma o respeito pelas instituições do Estado e manifesta abertura para colaborar com as autoridades.

A empresa reitera “a sua inteira disponibilidade para cooperar com as autoridades competentes e prestar todos os esclarecimentos necessários”

A companhia acrescenta ainda que poderá apresentar informações adicionais para melhor esclarecimento do caso.

A troca de posições entre a Mozal e a PGR surge num momento sensível para a economia nacional, tendo em conta o peso da empresa na indústria e nas exportações.

O desfecho do processo poderá ter implicações relevantes para a segurança jurídica, o ambiente de investimento e a estabilidade do sector industrial em Moçambique.

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