A deslocação do Presidente da República, Daniel Chapo, a Bruxelas resultou em avanços significativos no projecto Mozambique LNG, avaliado em cerca de 20 mil milhões de dólares, considerado um dos maiores investimentos energéticos em África.
Durante a visita, o Chefe do Estado reuniu-se com o Presidente da TotalEnergies, Patrick Pouyanné, para avaliar o progresso do projecto de gás natural liquefeito na Área 1 da Bacia do Rovuma, em Cabo Delgado.
O projecto esteve suspenso desde 2021, devido à instabilidade provocada pelo terrorismo no norte do país. Contudo, a retoma das actividades, anunciada no início de 2026, está agora a ganhar novo impulso, com garantias de continuidade por parte da multinacional.
“Não irá parar, certamente. Estamos aqui para torná-lo realidade, não só para Moçambique, mas também para a Europa e para o mundo.”
Segurança considerada favorável
A evolução da situação de segurança em Cabo Delgado foi um dos pontos centrais do encontro. A TotalEnergies considera que existem actualmente condições para o avanço das obras, reforçando a confiança dos investidores no projecto.
“A situação de segurança está boa actualmente. Vamos continuar a trabalhar.”
O Mozambique LNG é apontado como um projecto estruturante para a economia nacional, com potencial para gerar milhares de empregos e dinamizar o desenvolvimento nas zonas costeiras de Cabo Delgado.
Além disso, o investimento deverá reforçar a posição de Moçambique no mercado global de gás natural liquefeito, contribuindo para o aumento das exportações e das receitas do Estado
Cooperação reforçada com investidores
O encontro entre Daniel Chapo e Patrick Pouyanné reforçou o alinhamento entre o Governo e a TotalEnergies, considerado essencial para garantir a execução do projecto.
O líder da multinacional francesa manifestou ainda a intenção de visitar regularmente Moçambique para acompanhar de perto o desenvolvimento das operações, consolidando uma parceria estratégica que visa assegurar segurança, sustentabilidade e retorno económico.
O avanço do projecto LNG surge como um dos principais resultados da agenda diplomática de Chapo na Europa, consolidando a aposta do país no sector energético como motor de crescimento económico.





