O presidente do Movimento Democrático de Moçambique (MDM), Lutero Simango, enfrenta sinais de contestação interna no partido, num momento em que decorre um esforço de reorganização e reposicionamento político.
Falando em conferência de imprensa realizada hoje, Simango reconheceu a existência de questões internas, mas deixou claro que os assuntos do partido serão tratados nos fóruns apropriados, afastando a sua discussão pública.
“Os problemas do partido eu não discuto na imprensa. É por isso que tem uma reunião aqui para resolver esses problemas.”
A conferência surge num contexto em que membros do partido têm vindo a manifestar preocupações relacionadas com a liderança, a rotatividade de cargos e a comunicação entre os órgãos centrais e as bases.
Apesar disso, o líder do MDM defendeu a importância de um debate interno aberto e estruturado, sublinhando que os encontros partidários devem servir para discutir tanto os desafios como os avanços da organização.
“Numa reunião do partido não se discute boas coisas. Também se discute más coisas.”
Discurso sobre a situação do país
Durante a sua intervenção, Simango aproveitou ainda para traçar um quadro crítico da situação económica e social de Moçambique, apontando o aumento da pobreza e as dificuldades enfrentadas pela população.
“Cada dia que nós passamos, a pobreza cresce no território nacional.”
O dirigente defendeu a necessidade de reformas económicas, incluindo a redução das taxas de juro e dos impostos, como forma de estimular o crescimento das pequenas e médias empresas e gerar emprego.
Num momento considerado sensível para o MDM, Simango apelou à coesão interna e à participação activa dos membros na definição das prioridades do partido, numa tentativa de travar a crise e reforçar a sua posição no cenário político nacional.
O líder concluiu destacando que o país enfrenta desafios complexos, exigindo soluções estruturais e uma liderança política capaz de responder às expectativas dos cidadãos.





