O porta-voz do partido Anamola, Dinis Tivane, admitiu que um vídeo que havia partilhado nas redes sociais sobre o Presidente da República, Daniel Chapo, continha informação falsa e anunciou que já procedeu à sua remoção.
A declaração foi feita pelo próprio Tivane através da sua página no Facebook, onde reconheceu publicamente o erro e afirmou que a publicação não correspondia à verdade.
“Publiquei um vídeo que representa uma mentira sobre Chapo. Já o apaguei. Não é subversão à verdade ou que nos fará crescer”, escreveu o dirigente.
Ataques anteriores ao Presidente
Antes da retratação, Tivane havia publicado um texto crítico em que questionava a legitimidade política do chefe de Estado, comparando a sua situação com a de António José Seguro, antigo líder político português.
Na publicação, o porta-voz do Anamola afirmava que Chapo não era reconhecido como presidente “de facto”, argumentando que a legitimidade política deveria resultar da votação nas urnas e não apenas de formalidades institucionais.
No mesmo texto, Tivane sustentava que o chefe de Estado estaria a enfrentar isolamento político internacional, referindo-se à alegada falta de reconhecimento por parte de organizações e parceiros externos.
Retratação nas redes sociais
Horas depois das críticas, o dirigente publicou uma nova mensagem reconhecendo que um dos conteúdos divulgados era falso e que decidiu removê-lo.
A retratação gerou reações entre utilizadores das redes sociais, com alguns apoiantes a defenderem que a correção pública demonstra responsabilidade política, enquanto outros questionaram a verificação prévia das informações antes da publicação.
O episódio reacende o debate sobre o uso das redes sociais por actores políticos em Moçambique, num contexto em que plataformas digitais se tornaram um espaço central de disputa narrativa e mobilização política.
A admissão do erro por parte de Tivane surge num momento em que o discurso político no país continua marcado por forte polarização, especialmente após as últimas eleições gerais.





