O Ministério das Comunicações e Transformação Digital promoveu um workshop de co-criação dedicado à elaboração do Plano Estratégico de Inclusão Digital, reunindo representantes de instituições públicas, do sector privado, parceiros internacionais e organizações da sociedade civil.
O encontro teve como objectivo apresentar os resultados do levantamento nacional sobre as necessidades de inclusão digital e recolher contribuições de diferentes entidades para o aperfeiçoamento da estratégia em preparação.
Durante a sessão, os participantes analisaram a visão estratégica, os objectivos e as iniciativas prioritárias que deverão orientar a implementação do Plano Estratégico de Inclusão Digital nos próximos anos.
A iniciativa pretende ampliar o acesso às tecnologias digitais e garantir uma participação mais inclusiva da população na sociedade da informação. O plano procura responder, sobretudo, às dificuldades enfrentadas por grupos economicamente vulneráveis e por pessoas com necessidades especiais no acesso aos serviços digitais.
Entre as principais prioridades da estratégia estão o aumento do acesso a dispositivos tecnológicos, o desenvolvimento de competências digitais e a capacitação para o uso de ferramentas e plataformas digitais.
Inclusão digital como motor de desenvolvimento
Para além da dimensão tecnológica, a estratégia procura estimular novas oportunidades económicas e sociais. O Governo entende que a inclusão digital pode contribuir para acelerar a criação de riqueza, reduzir desigualdades e melhorar a qualidade de vida da população.
A expansão do acesso às tecnologias é igualmente vista como um instrumento importante para promover a inovação, fortalecer a economia digital e ampliar o acesso a serviços públicos e privados.
Processo participativo envolve várias instituições
O Plano Estratégico de Inclusão Digital está a ser desenvolvido pelo Ministério das Comunicações e Transformação Digital em parceria com a empresa Ernst & Young, com financiamento do Programa de Aceleração Digital de Moçambique.
O workshop contou com a participação de diversas instituições públicas e privadas, incluindo o Instituto Nacional de Tecnologias de Informação e Comunicação, o Ministério do Trabalho, Género e Acção Social, a União Europeia, a União Internacional de Telecomunicações, a Agência Italiana de Cooperação para o Desenvolvimento e o Fundo de Serviço de Acesso Universal.
Estiveram igualmente presentes operadores de telecomunicações como a Vodacom Moçambique e a TMcel, instituições de ensino superior e organizações da sociedade civil, entre as quais o Conselho Cristão de Moçambique, a Confederação das Associações Económicas de Moçambique, a TV Surdo e várias organizações que trabalham com questões de inclusão social.
Segundo os organizadores, o encontro representou um passo importante no processo de construção participativa da estratégia, permitindo alinhar as propostas com as necessidades reais da população no contexto da transformação digital do país.





