A Primeira-Ministra de Moçambique, Maria Benvinda Delfina Levi, defendeu o reforço da participação e da autonomia das mulheres no sistema agro-alimentar como condição essencial para acelerar o crescimento económico e reduzir a pobreza no país.
Falando em Maputo durante as celebrações do Dia Internacional da Mulher, a governante destacou que a agricultura ocupa um lugar estratégico nas prioridades do Governo, particularmente no âmbito do Programa Quinquenal do Governo 2025-2029, que aposta na diversificação da economia, criação de emprego e modernização das infra-estruturas para promover um desenvolvimento inclusivo e sustentável.
Agricultura vista como motor do desenvolvimento
Segundo a Primeira-Ministra, a transformação do sistema agro-alimentar é determinante para reduzir a pobreza em Moçambique. Para tal, é necessário modernizar o sector agrícola, fortalecer as cadeias de valor e investir na capacitação dos pequenos produtores.
Maria Benvinda Levi sublinhou que o Governo pretende igualmente facilitar o acesso dos produtores a insumos, financiamento, assistência técnica e seguros agrícolas, instrumentos considerados fundamentais para aumentar a produtividade e a resiliência do sector.
Mulheres têm papel central na produção agrícola
A governante destacou que as mulheres representam uma parte significativa da força de trabalho no sector agrário e participam em várias etapas da cadeia produtiva, desde a preparação da terra até à produção, colheita, processamento e comercialização.
De acordo com a Primeira-Ministra, quando as mulheres têm acesso à terra, tecnologia, financiamento, mercados e conhecimento, os resultados reflectem-se não apenas no aumento da produção, mas também na melhoria das condições de vida das famílias e das comunidades.
Por essa razão, reforçar a participação das mulheres na agricultura é visto não apenas como uma questão de justiça social, mas também como uma estratégia essencial para dinamizar a economia rural e acelerar o desenvolvimento nacional.
Combate à violência como condição para o desenvolvimento
Durante a sua intervenção, Maria Benvinda Levi sublinhou ainda que o combate à violência baseada no género deve ser encarado como uma prioridade nacional.
Segundo afirmou, a violência contra a mulher tem impactos profundos na sociedade, afectando a saúde, a produtividade e o bem-estar das famílias, além de comprometer o desenvolvimento económico e social.
A Primeira-Ministra reiterou, por isso, o compromisso do Governo em continuar a implementar políticas e acções que promovam a igualdade de género e assegurem a protecção dos direitos das mulheres e raparigas.
A governante concluiu apelando à mobilização de toda a sociedade para construir um país onde todas as mulheres possam viver com dignidade, segurança e liberdade para realizar plenamente o seu potencial.





