A Primeira-Dama de Moçambique, Gueta Selemane Chapo, apelou a uma actuação firme do sistema de justiça contra os autores de violência contra mulheres e raparigas, defendendo respostas rápidas e eficazes para travar a impunidade.
O posicionamento foi expresso na cidade de Pemba, província de Cabo Delgado, durante o lançamento oficial do Mês da Mulher, que decorre de 4 de Março a 7 de Abril, sob o lema “Direitos, Justiça e Acção para Todas as Mulheres e Raparigas”.
Na ocasião, Gueta Chapo sublinhou que o combate à violência baseada no género exige uma resposta mais determinada das instituições.
“A justiça não deve ser lenta, distante ou indiferente”, afirmou a Primeira-Dama.
Durante o seu discurso, Gueta Chapo alertou que a falta de responsabilização dos agressores contribui para a perpetuação dos casos de violência contra mulheres e raparigas.
A Primeira-Dama defendeu que as vítimas devem ser escutadas com respeito, protegidas com dignidade e acompanhadas de forma adequada pelas instituições de justiça e assistência social.
Segundo afirmou, o reforço da protecção das vítimas e a responsabilização dos agressores são passos essenciais para reduzir os níveis de violência e garantir maior segurança às mulheres.
Mobilização nacional em defesa dos direitos das mulheres
O lançamento do Mês da Mulher pretende mobilizar instituições públicas, organizações da sociedade civil e comunidades para intensificar acções de prevenção da violência baseada no género, promoção da igualdade e valorização do papel da mulher na sociedade.
A iniciativa integra um conjunto de actividades destinadas a reforçar a inclusão social, o empoderamento feminino e a participação activa das mulheres nos processos de desenvolvimento do país.
Durante a visita à província de Cabo Delgado, a Primeira-Dama manteve igualmente encontros com mulheres, líderes comunitários e religiosos, num diálogo orientado para o fortalecimento da coesão social e da participação das mulheres na vida comunitária.





