O presidente da FRELIMO, Daniel Chapo, acusou alguns partidos políticos de promoverem incidentes com o objectivo de gerar instabilidade no país, defendendo, em contraponto, o diálogo como via para a consolidação da paz e do desenvolvimento.
A declaração foi proferida na Matola, durante a reunião dos secretariados das organizações sociais do partido.
“Enquanto alguns enveredam numa política de ódio e de caos, promovendo incidentes que geram desordem e de forma propositada, nós apostamos no diálogo nacional inclusivo genuíno para permitir que cada moçambicano participe de forma construtiva na formulação de políticas de desenvolvimento nacional”, afirmou Daniel Chapo.
Papel das organizações sociais no contexto político
No encontro, os participantes analisam o papel das organizações sociais da FRELIMO no actual contexto político nacional, procurando reforçar a sua participação na mobilização social e no aprofundamento das políticas de desenvolvimento.
Segundo Daniel Chapo, as organizações sociais devem assumir um papel activo na promoção da estabilidade, da cidadania e da participação popular nas grandes decisões nacionais.
Outro ponto central da reunião foi o reforço do combate à corrupção, nepotismo, tribalismo e regionalismo, fenómenos que, segundo o líder da FRELIMO, prejudicam a coesão social e o funcionamento das instituições.
O dirigente defendeu que o partido deve intensificar as suas acções internas e externas para erradicar essas práticas, reforçando a ética, a transparência e a responsabilidade na vida pública.
Desafios globais e estabilidade nacional
Durante a sua intervenção, Daniel Chapo sublinhou ainda que Moçambique enfrenta um período marcado por profundas transformações económicas, políticas e geopolíticas.
O presidente da FRELIMO apontou como principais desafios o terrorismo em Cabo Delgado, os impactos das mudanças climáticas, o crescimento demográfico e o avanço acelerado da ciência e da tecnologia.
O líder do partido reiterou que a FRELIMO se assume como uma força de paz, democracia e desenvolvimento, defendendo reformas estruturais e estabilidade como pilares para a consolidação da independência económica e social do país.





