O Governo do Distrito de Limpopo procedeu à incineração de uma quantidade significativa de produtos alimentares considerados impróprios para consumo humano. A medida surge como resposta imediata ao impacto das cheias que devastaram a província, provocando a submersão de campos agrícolas e a perda de gado, factores que aceleraram a deterioração de bens de consumo.
De acordo com o Administrador distrital, Virgílio Muhlanga, foram activadas equipas de vigilância contínua, com foco na principal via de acesso que liga Limpopo à cidade de Xai‑Xai. O reforço da fiscalização permitiu detectar e apreender mercadorias em estado de putrefacção ou com validade comprometida pelas inundações.
“O Governo continuará a reforçar as acções de fiscalização para travar a comercialização de produtos que periguem a saúde pública. Apelamos à população para que valorize a vida e se abstenha de consumir alimentos de origem duvidosa”, afirmou.
Risco sanitário e alerta epidemiológico
Durante o acto de incineração, Muhlanga confirmou o registo de um caso positivo de cólera numa jovem residente no distrito, reforçando o apelo ao redobrar dos cuidados de higiene individual e colectiva.
“A prevenção é a barreira mais eficaz contra a propagação da doença”, sublinhou o dirigente.
O Administrador destacou ainda o trabalho conjunto entre a Polícia da República de Moçambique (PRM) e a comunidade, sublinhando que a denúncia popular e a vigilância comunitária são pilares essenciais para proteger o bem comum.
A medida foi recebida com alívio pelos residentes. Ana Ngovene, que testemunhou a destruição dos produtos, classificou a intervenção como “oportuna e necessária” para evitar surtos de doenças gastrointestinais. Já Arminda, outra moradora local, reiterou que “a saúde não tem preço”, alertando os seus concidadãos para os riscos de adquirir produtos a preços suspeitosamente baixos em momentos de crise.





