O Presidente da República e Comandante‑Chefe das Forças de Defesa e Segurança (FDS), Daniel Francisco Chapo, abriu hoje o Ano Operacional Militar 2026 no Batalhão de Infantaria de Chimoio, província de Manica, com um discurso marcado pela valorização das Forças Armadas e pela reafirmação da luta contra o terrorismo.
Na sua intervenção, Chapo sublinhou que a defesa nacional não deve ser vista como um custo, mas sim como um investimento estratégico no futuro da nação.
“Precisamos de Forças Armadas que imponham respeito e dignifiquem a sua farda, tanto a nível nacional como internacional. A defesa da pátria não se delega, é responsabilidade em primeira linha dos moçambicanos”, afirmou.
O Presidente destacou que desde 2017 Moçambique enfrenta o terrorismo, fenómeno que classificou como “híbrido, transnacional e tecnologicamente sofisticado”.
“O combate ao terrorismo deve estar no topo da agenda do Ministério da Defesa Nacional e do Estado-Maior General das Forças Armadas, sem esquecer outras ameaças que pairam sobre o país”, alertou.
Missão das Forças Armadas
Chapo recordou que a geração de 25 de Setembro de 1964 lutou pela independência política e que a actual geração tem a responsabilidade de consolidar a defesa da pátria e alcançar a independência económica.
“Hoje, lutar pela pátria significa expulsar os terroristas, combater o crime organizado transnacional e proteger infraestruturas críticas, corredores logísticos, recursos naturais estratégicos e, acima de tudo, o povo moçambicano”, afirmou.
O Presidente reconheceu a importância da cooperação militar estratégica, mas frisou que a soberania nacional não pode ser delegada.
“As forças amigas são bem-vindas, mas a defesa de Moçambique é responsabilidade dos moçambicanos”, disse.





