O Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, presidiu à cerimónia de entrega de 3.062 talhões infra‑estruturados no povoado de Chiacanimisse, distrito de Matutuíne, província de Maputo, no âmbito do Projecto Nacional de Terra Infra‑estruturada.
Na abertura, o Chefe de Estado recordou as perdas humanas e materiais provocadas pelas cheias e pelo ciclone Gezani, transmitindo condolências às famílias enlutadas e reafirmando o compromisso do Governo em apoiar a reconstrução. Sublinhou ainda a onda de solidariedade nacional e internacional que se ergueu em resposta à tragédia, dizendo:
“Reconstruir não basta, é preciso reconstruir melhor”, afirmou Daniel Chapo.
Organizar a terra é organizar o futuro
O Presidente destacou que a entrega dos talhões representa mais do que um acto administrativo:
“Organizar a terra é, em última análise, organizar o destino do povo moçambicano”, disse Chapo.
Os terrenos foram planificados com acesso a estradas, água, saneamento, energia e reserva de espaços para escolas, postos de saúde, comércio, lazer e desporto.
Daniel Chapo homenageou antigos jogadores da selecção nacional de futebol, os “Mambas”, que participaram na CAN de 1996, atribuindo‑lhes títulos de Direito de Uso e Aproveitamento da Terra (DUAT) como reconhecimento pelo contributo ao país. Entre os beneficiários estão Tico‑Tico Bucuane, João Chissano, Tomás Inguane e Henriques Tembe (Riquito).
“É uma prova da gratidão incomensurável que Moçambique tem para com os seus heróis”, afirmou o Presidente.
Chapo sublinhou que esta iniciativa tem “o rosto da juventude moçambicana”, ao disponibilizar terra infra‑estruturada para habitação, actividade económica e convivência social:
“Proporcionar terra infra‑estruturada aos jovens é dizer a cada jovem: aqui tens um lugar para começar a vida, aqui tens uma base para construir o teu futuro”, disse Daniel Chapo.
Crescimento urbano seguro e resiliente
O Presidente apelou às populações das zonas baixas de Maputo a optarem por áreas mais seguras, reforçando que a terra infra‑estruturada é também uma resposta às mudanças climáticas e aos riscos de cheias.
“Governar não é apenas responder às crises, é antecipá‑las e preparar o amanhã”, afirmou Chapo.
Na conclusão, Daniel Chapo sintetizou a visão da iniciativa:
“Cada talhão transforma‑se numa casa, cada casa num bairro, cada bairro numa comunidade. Unidos, Estado, sector privado, comunidades e juventude, construiremos um Moçambique mais organizado, mais resiliente e mais próspero”, disse o Presidente da República.





