A cooperação académica entre Moçambique e Brasil tem vindo a consolidar‑se como uma das mais estratégicas parcerias no domínio da educação. Nos últimos 15 anos, mais de 8.000 estudantes moçambicanos beneficiaram de bolsas de estudo em universidades e centros de investigação brasileiros. Ontem, em Maputo, foi assinalada a partida de mais de 200 novos bolsistas rumo ao Brasil, reforçando esta dinâmica de mobilidade académica.
O embaixador do Brasil em Moçambique, Ademar da Cruz Júnior, destacou que este intercâmbio resulta de políticas públicas de ambos os países, que transcendem governos e se afirmam como políticas de Estado:
“Nos últimos 10 a 15 anos, mais de 8.000 bolsistas moçambicanos estudaram no Brasil. É um processo recíproco, que já inclui também brasileiros a virem para Moçambique em experiências universitárias e de investigação”, disse Ademar Júnior.
As bolsas abrangem cursos de graduação, mestrado e doutoramento em áreas como Ciências Exactas, Humanidades, Ciências Biológicas e Ciências da Natureza. O objectivo é dotar Moçambique de profissionais altamente qualificados, capazes de responder aos desafios do desenvolvimento nacional.
Compromisso dos estudantes e cooperação recíproca
Durante o encontro com os mais de 200 novos bolsistas, a ministra da Educação e Cultura, Samaria Tovela, apelou ao empenho e dedicação dos jovens:
“O que queremos é que cheguem ao Brasil e alcancem o objectivo pelo qual se deslocam. Que se empenhem, que se formem e que aproveitem esta oportunidade ao máximo”, afirmou Samaria Tovela.
O intercâmbio académico é cada vez mais recíproco: além dos moçambicanos que estudam no Brasil, há também brasileiros que participam em programas de formação e investigação em Moçambique. Esta dinâmica fortalece a cooperação científica e cultural, criando uma rede de conhecimento partilhado entre os dois países.
Com mais de 8.000 bolsas concedidas em 15 anos e a partida de 200 novos estudantes em 2026, a parceria educacional entre Moçambique e Brasil confirma‑se como um pilar estratégico de desenvolvimento humano. Para Moçambique, representa um investimento na formação de quadros nacionais; para o Brasil, reafirma o compromisso em apoiar a educação e a investigação científica como instrumentos de cooperação internacional.





