O Conselho de Ministros aprovou o projecto de construção da Linha Férrea Norte–Sul, uma infra‑estrutura estratégica destinada a interligar o país de forma contínua, do Norte ao Sul.
Falando à imprensa no final da sessão governamental, o ministro da Administração Estatal e Função Pública e porta‑voz do Governo, Inocêncio Impissa, anunciou a aprovação da resolução que cria o Gabinete de Coordenação do Projecto da Linha Férrea Norte–Sul, entidade técnica responsável pela promoção, desenvolvimento e coordenação da implementação do projecto.
“Este gabinete terá a missão de assegurar a criação de uma linha ferroviária contínua, integrando as linhas já existentes, extensões planeadas e novos traçados”, afirmou Inocêncio Impissa.
Segundo o governante, o objectivo é estabelecer uma ligação eficiente entre polos estratégicos de produção agrícola, industrial, mineira e turística em todo o território nacional.
“A Linha Férrea Norte–Sul vai fortalecer a unidade nacional e impulsionar a integração regional, melhorando a mobilidade de pessoas e mercadorias e contribuindo para o crescimento económico sustentável”, sublinhou o porta‑voz do Governo.
Principais atribuições do Gabinete de Coordenação
Entre as responsabilidades do Gabinete de Coordenação destacam‑se:
- Coordenação de todas as fases de desenvolvimento do projecto, incluindo estudos de viabilidade técnica, económica e financeira.
- Mobilização e estruturação de financiamento para a construção e operação da linha férrea, com envolvimento de investidores estratégicos.
- Realização e actualização contínua dos estudos do projecto, incluindo avaliações de impacto ambiental, social e socioeconómico.
- Gestão de concursos públicos para contratação de consultores, empreiteiros e parceiros de desenvolvimento.
- Prestação de assessoria técnica ao Governo, garantindo o cumprimento das normas legais, ambientais e sociais em vigor.
Com esta decisão, o Governo reafirma o seu compromisso com o desenvolvimento de infra‑estruturas estruturantes, consideradas fundamentais para a transformação económica e social de Moçambique.
“Estamos a dar um passo decisivo para modernizar o sistema ferroviário nacional e criar condições para que Moçambique se afirme como um corredor estratégico na região”, concluiu Inocêncio Impissa.





