As Linhas Aéreas de Moçambique (LAM) anunciaram o cancelamento de vários voos domésticos esta sexta‑feira, devido à passagem do ciclone Gezani, que entrou no Canal de Moçambique e dirige‑se à costa da província de Inhambane.
Segundo dados oficiais, o ciclone deverá atingir as províncias de Gaza, Inhambane e Sofala, podendo afectar:
- Mais de um milhão de pessoas;
- Cerca de 000 escolas;
- Aproximadamente 800 unidades sanitárias;
- Cerca de 800 quilómetros da rede eléctrica.
Com ventos sustentados de 120 km/h e rajadas que podem atingir 200 km/h, o ciclone formou‑se no Oceano Índico, atravessou o centro de Madagáscar e entrou no Canal de Moçambique na quarta‑feira, intensificando‑se desde então.
Declaração da companhia sobre cancelamento de voos
Num comunicado, a LAM informou que a medida foi tomada por razões de segurança operacional, em conformidade com as normas internacionais da aviação civil.
- Os voos cancelados operavam nas rotas Maputo/Vilanculo/Xai‑Xai/Maputo e Maputo/Inhambane/Maputo.
- A companhia sublinhou que a decisão visa salvaguardar vidas humanas e garantir a integridade das operações aéreas face à instabilidade atmosférica.
- Os passageiros afectados poderão remarcar as suas viagens sem penalizações ou solicitar o reembolso.
“A decisão visa salvaguardar a vida humana e garantir a integridade das operações aéreas face à instabilidade atmosférica causada pelo sistema ciclónico. Continuaremos a monitorar a evolução das condições adversas e a retoma das operações dependerá da verificação de condições favoráveis para a navegação aérea”, lê‑se na nota da LAM.
O Governo e as autoridades de gestão de desastres alertam para os impactos severos que o ciclone poderá provocar, reforçando a necessidade de medidas preventivas e de evacuação em zonas de risco. O episódio soma‑se a um histórico de fenómenos extremos que têm afectado Moçambique, colocando pressão sobre infra‑estruturas críticas e serviços públicos.





