A Comissão Técnica do Diálogo Nacional Inclusivo (COTE) anunciou que a segunda fase do processo de auscultação arranca em Março e vai estender‑se às zonas rurais, garantindo maior representatividade e participação dos cidadãos. A decisão surge após um balanço positivo das actividades realizadas em 2025, que consolidaram o diálogo como plataforma cívica de exercício da cidadania e da democracia.
O presidente da COTE, Edson Macuácua, destacou que o diálogo nacional foi apropriado pela sociedade civil, com iniciativas espontâneas e estruturadas que envolveram partidos políticos, académicos e cidadãos em geral.
“Notamos que o diálogo afirmou‑se como uma plataforma cívica de exercício da cidadania, da participação, da democracia e da soberania. Houve uma multiplicação de iniciativas que permitiram a participação dos cidadãos e recebemos propostas de diferentes pessoas e organizações”, afirmou Macuácua.
Ruralização do diálogo e inclusão da diáspora
Para este ano, a prioridade é levar o processo às localidades e postos administrativos, de modo a incluir comunidades rurais.
“Queremos que mais moçambicanos residentes nas províncias, particularmente nas zonas rurais, tenham espaço e oportunidade de participar e contribuir para a visão global sobre o futuro que todos nós pretendemos construir”, sublinhou Macuácua.
A segunda fase do diálogo vai decorrer entre Março e Maio, com mesas redondas previstas em todas as províncias.
A COTE anunciou igualmente o arranque da segunda etapa da auscultação na diáspora, reforçando o carácter inclusivo do processo e garantindo que os moçambicanos fora do país também tenham voz.
O Diálogo Nacional Inclusivo pretende assegurar que ninguém fique de fora, ampliando a participação para além das elites urbanas e envolvendo cidadãos de diferentes estratos sociais.
“Em cada província há moçambicanos, académicos e pensadores com ideias e contribuições. O debate não deve ser circunscrito apenas a algumas elites, mas apropriado pelo povo em geral”, concluiu o presidente da COTE.





