O Governo de Moçambique e seus parceiros anunciaram a construção de um hospital regional em Gorongosa, equipado com uma unidade de trauma, que deverá atender cerca de 2,4 milhões de cidadãos das províncias de Sofala, Tete, Manica e Zambézia. O projecto insere‑se na estratégia nacional de promoção de serviços integrados de saúde, alinhados ao conceito “One Health”, que articula a saúde humana, animal e vegetal.
A iniciativa resulta de um memorando de entendimento assinado em Sun Valley, Estados Unidos, envolvendo o Executivo moçambicano e a Fundação Carr, que tem apoiado projectos de desenvolvimento comunitário e conservação ambiental em Gorongosa.
O acordo prevê não apenas a construção da unidade hospitalar, mas também o reforço da investigação científica, inovação tecnológica, vigilância epidemiológica e formação de recursos humanos.
Envolvimento multissectorial
O processo de harmonização e alinhamento, iniciado em Maputo, envolve vários sectores governamentais, incluindo Educação, Agricultura, Transportes e Logística, Economia e Finanças, Obras Públicas e Recursos Hídricos, além do Ministério da Saúde.
O ministro da Saúde, Usseene Isse, destacou que o hospital regional será um marco para a integração de serviços e para a modernização da resposta sanitária.
“Estamos a investir em investigação, inovação, digitalização e capacitação de profissionais, porque só assim poderemos garantir serviços de saúde resilientes e integrados”, afirmou.
Parceiros e comunidade
O fundador da Fundação Carr, Greg Carr, sublinhou que o objectivo é tornar as comunidades mais saudáveis e reforçar a ligação entre saúde e desenvolvimento sustentável.
“Queremos que este investimento seja um catalisador para melhorar a vida das pessoas e fortalecer a confiança nas instituições de saúde”, disse Carr.
Representantes do Parque Nacional da Gorongosa também participaram no encontro, reforçando a importância da integração entre conservação ambiental e saúde pública.
O hospital regional em Gorongosa deverá:
- Atender 2,4 milhões de pessoas das províncias de Sofala, Tete, Manica e Zambézia;
- Disponibilizar uma unidade de trauma para vítimas de acidentes;
- Reforçar a capacidade de resposta a emergências sanitárias;
- Integrar práticas de saúde humana, animal e vegetal, no âmbito da abordagem One Health;
- Servir como centro de investigação e formação de profissionais de saúde.





