O Ministério da Saúde (MISAU) e a Sociedade de Desenvolvimento do Porto de Maputo (MPDC) assinaram um memorando de entendimento para a construção de pelo menos 20 postos comunitários de saúde, numa iniciativa que visa reforçar o acesso aos cuidados primários, sobretudo nas zonas rurais onde os serviços continuam deficitários.
Segundo o Ministro da Saúde, Usseine Issa, a meta é elevar a cobertura nacional dos actuais 60% para 95%, garantindo que populações residentes em áreas remotas tenham acesso a assistência médica e medicamentosa.
“Queremos continuar a investir no bem‑estar da população. Para tal, é necessário alcançar a cobertura universal, conjugando com a formação contínua dos cerca de 8.500 agentes polivalentes, que são o primeiro contacto das pessoas com o sistema de saúde”, afirmou o dirigente.
O subsistema comunitário é considerado um pilar estratégico, integrando componentes de prevenção e resposta ao chamado triplo fardo de doenças: infecciosas persistentes e emergentes, crónicas não‑transmissíveis e traumas.
A construção dos postos comunitários permitirá reduzir complicações e obstáculos, aproximando os serviços de saúde às comunidades.
Parcerias público-privadas
O presidente do Conselho de Administração da MPDC, Osório Lucas, destacou que a prioridade da instituição é contribuir para a expansão e aproximação dos cuidados de saúde à população, sobretudo num contexto marcado por desastres naturais e pressões sobre o sistema sanitário.
“Cuidar da saúde uns dos outros é também pensar nos interesses corporativos, pois as pessoas precisam de estar saudáveis para que a economia funcione. O MPDC continuará a colaborar com o sector da Saúde, reconhecendo a sua importância para o desenvolvimento”, sublinhou.
O memorando assinado entre o MISAU e o Porto de Maputo marca um passo decisivo na construção de um Sistema Nacional de Saúde robusto, assente em parcerias público‑privadas e na expansão dos cuidados primários.
Com esta iniciativa, o Governo pretende universalizar o acesso à saúde, reforçar a prevenção e garantir que nenhuma comunidade fique excluída dos serviços essenciais.





