O Governo moçambicano reiterou a sua aposta firme na transformação digital como pilar estratégico para tornar o Estado mais eficiente, moderno e próximo do cidadão. A agenda integra a digitalização dos serviços públicos numa reforma administrativa mais ampla, orientada para a transparência e a inclusão.
Nos dias 11 e 12 de Fevereiro, Maputo acolhe a Conferência Nacional sobre Transformação Digital, reunindo decisores públicos, representantes do sector privado, académicos e parceiros estratégicos da área das TIC. O encontro pretende debater os desafios e oportunidades da modernização digital do Estado, alinhando Moçambique com as melhores práticas internacionais em matéria de governação digital.
Pilares estruturantes da agenda digital
Segundo o Ministro das Comunicações e Transformação Digital, Américo Muchanga, a abordagem governamental assenta em cinco pilares:
- Certificação digital, para garantir assinaturas electrónicas com validade jurídica;
- Sistema nacional de interoperabilidade, articulando plataformas públicas e privadas;
- Identidade digital, como base para autenticação remota dos cidadãos;
- Plataforma única de pagamentos, simplificando o acesso a serviços públicos e privados;
- Reforço das infra‑estruturas digitais, incluindo centros de dados e soluções de cloud.
“O nosso objectivo é garantir que qualquer cidadão, em qualquer ponto do país, possa aceder aos serviços do Estado de forma simples, segura e eficiente, sem deslocações desnecessárias”, afirmou Muchanga.
A transformação digital é entendida como processo transversal de reorganização do Estado, indo além da mera adopção de tecnologia. O Governo espera:
- reforçar a transparência e previsibilidade administrativa;
- promover a inclusão digital e financeira;
- melhorar a prestação de serviços públicos;
- criar um ambiente mais favorável ao desenvolvimento económico e social.





