A inauguração da Fábrica de Processamento de Grafite de Nipepe, na província de Niassa, marca a entrada de Moçambique na rota global da indústria de grafite, posicionando o País como fornecedor estratégico para sectores de armazenamento de energia, mobilidade eléctrica e tecnologias avançadas.
O empreendimento, avaliado em cerca de 200 milhões de dólares norte‑americanos, foi implantado junto às áreas de ocorrência do minério, permitindo integrar prospecção, extracção, processamento e comercialização. Esta localização reduz custos logísticos e assegura maior valor agregado ao produto final.
“O objectivo é claro: processar o minério local para obter grafite puro de elevada qualidade internacional, capaz de responder às exigências do mercado global”, afirmou o Presidente da República, Daniel Francisco Chapo.
Relevância estratégica, impacto económico e social
A procura mundial por grafite de alta pureza tem vindo a crescer, sobretudo para:
- baterias de lítio utilizadas em veículos eléctricos;
- armazenamento de energia;
- electrónica de precisão;
- outras aplicações tecnológicas avançadas.
Com esta fábrica, Moçambique deixa de ser apenas fornecedor de matéria‑prima bruta e passa a afirmar‑se como produtor e exportador de valor acrescentado, reforçando a sua soberania económica.
A unidade já emprega cerca de 1.000 trabalhadores efectivos e mais de 200 temporários, com previsão de atingir 5.000 postos de trabalho até 2028, tornando‑se uma das maiores fábricas de grafite do mundo.
Além da produção industrial, o projecto trouxe infra‑estruturas estruturantes para a região, incluindo uma ponte sobre o Rio Lúrio, uma estrada de 110 quilómetros e uma linha eléctrica de 100 quilómetros, beneficiando directamente as comunidades locais.





