A retoma do Projecto Mozambique LNG, na Área 1 da Bacia do Rovuma, abre espaço para um volume estimado de 2,5 mil milhões de dólares norte‑americanos em contratos de bens e serviços destinados às empresas moçambicanas.
Durante a fase de construção, o empreendimento prevê a contratação de cerca de 17 mil trabalhadores, com prioridade para a mão‑de‑obra nacional e, em particular, para os residentes da província de Cabo Delgado. Actualmente, mais de 5 mil trabalhadores já estão envolvidos, dos quais 80% são moçambicanos e 40% pertencem a Cabo Delgado.
“Queremos que este projecto seja inclusivo e que as nossas empresas tenham acesso às oportunidades que ele gera. Estimamos que cerca de 2,5 mil milhões de dólares sejam canalizados para bens e serviços fornecidos por empresas nacionais, fortalecendo o nosso tecido empresarial e promovendo a transferência de competências”, afirmou o Presidente da República, Daniel Francisco Chapo.
Impacto directo nas PME e perspectiva estratégica
O investimento em conteúdo local permitirá às PME nacionais fornecer materiais, serviços logísticos, construção civil, transporte, alimentação e outros apoios essenciais ao desenvolvimento do projecto. Esta participação reforça a capacidade competitiva das empresas moçambicanas, promove a transferência de conhecimento e contribui para a sustentabilidade do sector privado.
“As nossas pequenas e médias empresas devem ser protagonistas neste processo. O LNG não é apenas um projecto de exportação, é também uma oportunidade para dinamizar a economia local e criar emprego digno”, sublinhou Daniel Chapo.
A aposta no conteúdo local é vista como um dos pilares para garantir que os benefícios do LNG sejam partilhados de forma inclusiva, permitindo que o crescimento económico se traduza em melhorias concretas na vida das famílias moçambicanas.
“Não queremos apenas estatísticas. Queremos que cada moçambicano veja neste projecto melhorias reais na sua vida pessoal e comunitária”, destacou o Chefe de Estado.





