Moçambique e os Estados Unidos da América alinharam esta quinta-feira novas estratégias de cooperação para reforçar a resposta humanitária às cheias que afectam várias regiões do país e acelerar a recuperação do sector agrário.
A audiência decorreu no gabinete do Ministro da Agricultura, Ambiente e Pescas, Roberto Mito Albino, com a Encarregada de Negócios da Embaixada dos EUA, tendo como foco o alerta vermelho decretado pelo Governo devido às inundações.
“A prioridade imediata é fortalecer a capacidade de resgate e resposta humanitária, com meios como barcos, helicópteros e outros recursos essenciais para salvaguardar vidas humanas”, afirmou o ministro.
Plano integrado de recuperação e resiliência
Durante o encontro, o governante apresentou um plano estruturado em cinco pilares estratégicos:
- Recuperação agrícola: aproveitamento das zonas não inundadas e áreas altas para relançar a produção, com fornecimento de sementes e insumos.
- Sanidade animal e vegetal: combate a pragas e doenças pós-cheias, protegendo culturas e garantindo segurança alimentar.
- Reposição da capacidade produtiva: recuperação de equipamentos danificados, como tractores e motobombas, em articulação com produtores locais.
- Reforço institucional e assistência técnica: capacitação e coordenação para enfrentar o volume de trabalho pós-emergência.
- Expansão da produção agrícola nacional: como estratégia para garantir alimentação, gerar empregos e reforçar a resiliência económica face às mudanças climáticas.
Compromisso norte-americano com Moçambique
A diplomata norte-americana reafirmou o interesse dos Estados Unidos em apoiar Moçambique, destacando o potencial do país no sector agrário e a disponibilidade para contribuir com maquinaria, sementes melhoradas e tecnologias genéticas.
“Moçambique é um parceiro estratégico e prioritário para os Estados Unidos. O interesse em investir é real, mas é fundamental garantir regras claras, transparentes e consistentes”, afirmou a Encarregada de Negócios.
No final da audiência, ambas as partes manifestaram satisfação pelo nível de diálogo e espírito de cooperação, reiterando o compromisso de trabalhar de forma coordenada na resposta às cheias e na transformação sustentável do sector agrícola.
“Estamos alinhados na missão de promover o emprego, a segurança alimentar e o desenvolvimento do país”, concluiu Roberto Albino.





